quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jogos da Rodada- Quarta, dia 19/02

                                                        Bangu 0x2 Vasco

-O primeiro tempo vascaíno foi horroroso. Nada, nem mesmo os erros grotescos da arbitragem no clássico de domingo, muito menos o calor ou o gramado ruim de Moça Bonita podem servir de desculpa para tão pífio futebol.

-Felipe Bastos, atuando aberto pela direita, não funcionou. Muito menos o estático Edmílson, enfiado entre os zagueiros banguenses. Tão pouco a insegurança de Rafael Vaz, responsável por 90% dos chutões dados pela equipe. Claro que a excelente marcação do Bangu contribuiu para dificultar as coisas. Mas a falta de inspiração foi total na etapa inicial.

-Justamente quando o Bangu começava a se aventurar a frente, Adilson Batista mexeu na equipe e melhorou o seu rendimento. Colocou o jovem Thales, que com muita movimentação, abriu os até então escassos espaços na retaguarda do time da casa. A entrada de Montoya também fez a diferença. Atuando sempre em velocidade, o colombiano trocou de lado constantemente e ajudou a confundir a marcação. Não foi mera coincidência que os dois acabaram premiados, marcando os tentos do triunfo.

-A vitória foi importante, para aliviar um elenco revoltado, antes da partida contra a Cabofriense, grande surpresa da competição até o momento. Mesmo assim, Adilson deve estar com uma pulga atrás da orelha, depois da boa atuação dos reservas.

                                                      Macaé 0x1 Fluminense

-Mais uma vez, o tricolor flertou com o perigo. Começou de maneira preguiçosa e quando era dominado pelo Macaé, prevaleceu a maior categoria de seus astros, Conca, que cobrou a falta e Fred, que marcou e acabou com um longo jejum de gols. Apesar da felicidade por voltar a balançar as redes, eu assinalaria falta do atacante no zagueiro.

-Depois disso, o jogo ficou chato. O Macaé tentava atacar, mas esbarrava na sua insuficiência técnica. A melhor chance veio numa falta cobrada por Hernani e que Diego Cavalieri espalmou para córner.

-Enquanto isso, o flu pouco ameaçava. As poucas oportunidades apareciam quando Conca, Jean e Fred se aproximavam. Assim aconteceu em uma finalização de Fred que explodiu no travessão. Felipão deve ter aplaudido de pé.

-Quando a noite não é boa, nem mesmo o xodó consegue mudar o panorama das coisas. Desta vez, Walter pouco tocou na bola. Mesmo assim, foi ovacionado pela torcida.

-Resumo da ópera em Macaé. O Fluminense jogou com o freio de mão puxado, atuando apenas para o gasto. Pode e deve ser o caso de Renato Gaúcho poupar alguns dos titulares após o clássico do fim de semana, contra o Botafogo.

                                                        Flamengo x Madureira

-No último jogo do dia, mais do mesmo. O tricolor suburbano jogou fechadinho, no 3-6-1 e tentou especular em contra ataques que inexistiram. Pior, se a proposta era jogar retrancado, a equipe deu espaços demais nas laterais, especialmente bem aproveitados por Gabriel e João Paulo, na esquerda.

-Usando e abusando da velocidade (embora na maioria das vezes sem resultados concretos) de Rodolfo, Gabriel e Negueba, o Flamengo foi superior nos primeiros 45 minutos. Tanto que o 2 a 0 não foi nada exagerado para o domínio rubro-negro.

-Aliás, temos que louvar o lançamento preciso, de pelo menos 30 metros que Muralha (um dos destaques da partida) fez no lance do segundo gol, anotado pelo outrora perseguido Negueba. Gérson, o canhotinha de ouro assinaria o lance.

-Na etapa final, o Madureira abriu mão de um zagueiro, e postou-se no 4-5-1, diminuindo assim os espaços em sua defesa. Como resultado disso, o Flamengo passou a ter mais dificuldades nos lançamentos longos e começou a errar também os passes curtos.

-De qualquer forma, os reservas do time da Gávea cumpriram seus objetivos. Conquistaram os três pontos e deram um descanso aos titulares. Só não conseguiram os dois gols a mais para que a equipe assumisse a liderança do campeonato já nesta noite. Por enquanto, mesmo que no saldo de gols, a Taça Guanabara está indo para as Laranjeiras.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Terceira rodada da Taça Rio- Vasco e Fla sofrem, Flu, numa boa

A rodada dessa quarta, a terceira da Taça Rio, proporcionou sentimentos distintos para os torcedores de Vasco, Fluminense e Flamengo. Vamos a uma breve análise de cada uma dessas equipes.

                                                                Vasco 0x0 Olaria

O problema do time da colina não é e nunca foi treinador (apesar de concordar que Gaúcho não era o melhor nome). A verdade é que o elenco do Vasco é limitado.

Paulo Autori estreou com pouco tempo de trabalho e já pressionado pelas três derrotas consecutivas. Talvez por isso, e pelas dimensão acanhada do campo de Moça Bonita, ele tenha optado pela escalação de Felipe Bastos, dono de um potente tiro de longa distância.

Porém, ao barrar Pedro Ken, Autuori sacou o mais regular jogador do seu time. Como consequência, o primeiro tempo do Vasco foi horroroso. Na etapa final, o treinador corrigiu seu erro e, num passe de mágica, sua equipe subiu de produção.

Mesmo sem agradar seus torcedores, o time cresceu, pressionou e teve chances de vencer. Acontece que, quando a fase é negra, nada dá certo. Éder Luís desperdiçou uma oportunidade incrível. Carlos Alberto, Tenório, Sandro Silva, ninguém esteve bem.

Praticamente eliminado do carioca, resta ao Vasco tentar arrumar a casa para a disputa do brasileiro. Todavia, nem isso será uma tarefa fácil. Não existe dinheiro para contratações, Dedé deve ser negociado em breve e nem mesmo as categorias de base o time pode recorrer. O sofrimento em São Januário parece que irá continuar por algum tempo.

                                                              Fluminense 3x1 Macaé

A vitóri tricolor foi importante, não só pra colocar o time na liderança provisória do grupo (o Resende joga amanhã). A partida valeu também para mostrar que exsite alternativa para os medalhões.

A má fase de Deco, Edinho, Sóbis, Valencia e outros jogadores importantes na recentes conquistas estavam começando a afetar o time, que não só não atuava bem, como não vencia. As entradas de Marcos Júnior, Rhaynner e, especialmente, Michael, mostraram que não só existe uma alternativa, uma sombra aos titulares, como também para provar que o trabalho de base de Xerém vem sendo muito bem realizado.

Falando do jogo, obviamente que Michael, autor dos três gols, tinha tudo para ser o assunto principal desse post. Afinal, o garoto mostrou oportunismo, faro de gol e boa técnica. Contudo, Rhaynner e seu jejum de gols que já dura mais de dois anos será destacado. O atleta é adorado pela torcida, por sua entega e perseverança, mas,novamente se candidatou a cobrar um pênalti e irritou Abel Braga.

O fato é que sua atitude e a cobrança desperdiçada devem estar fazendo Abel se perguntar se o time (que quer ajudar Rhaynner a voltar a balançar as redes) deverá ceder a pressão das arquibancadas e deixar quem treinou bater as penalidades.

De qualquer forma, a atuação dos jovens serviu de alerta aos consagrados medalhões, que parecem mais preocupados em atuar fora de campo do que dentro das quatro linhas. Cuidado, não se acomodem porque tem um jovem com olho de tigre atrás da sua vaga.

                                                       Flamengo2x1 Bangu

Não gostei do início de Jorginho no comando do Flamengo (apesar de ter aprovado sua contratação). Na estreia, treinou no 4-2-3-1 e escalou no 4-4-2. Hoje, apesar de ter voltado a seu esquema favorito, escolheu as peças erradas.

Primeiro, Renato Santos não pode ser reserva da zaga. Alex Silva está fora de forma e é lento por natureza (até por seu tamanho) e Wallace é limitado. Luiz Antônio também não é, nem nunca será lateral. Apesar de bom nas incursões pelo lado direito, ele não sabe marcar, fica perdido nas cobertuas e o cruzamento é deficiente. Diante desse quadro, ele poderia ser utilizado como ala, num esquema com três zagueiros.

Segundo, Elias, apesar de ter sido escalado como segundo volante, onde não rende tanto, foi o melhor jogador na primeira etapa. Quando foi deslocado para a lateral direita, mostrou conhecimento tático de posicionamento, mas sua atuação caiu demais. Depois, Carlos Eduardo segue sem ritmo e sem vontade de jogar. Rafinha parece ter imunidade e, mesmo longe de seus melhores dias, nunca é substituído. Gabriel mostrou personalidade, tentou as jogadas individuais, mas mostrou dois defeitos: precisa melhorar a finalização e o preparo físico, pois morreu na etapa final.

Na frente, Hernane é titular por falta de opção. Apesar de artilheiro do campeonato, ele atrapalha a maioria das jogadas, já que não consegue fazer o pivô e erra passes demais. Além disso, a falta de velocidade também prejudica o sistema de jogo veloz que a equipe tenta imprimir.

Não vou nem comentar as escalações de Amaral e a entrada de Renato Abreu. Agora, temos que adimitir que Jorginho acertou ao colocar em campo Nixon e Rodolofo (outro que, nesse time não pode ser reserva). Foi devido graças a esses dois jogadores e raça, tipicamente rubro-negra,que a equipe chegou a virada. Muito pouco para pensar em um resto de ano tranquilo....

OBS: A escalação que eu sugiro, no 4-2-3-1, sem um centroavante de ofício e aproveitando-se da juventude e velocidade seria: Felipe, Leo Moura, Gonzales, Renato Santos e João Paulo, Cáceres, Elias, Rafinha, Rodolfo e Gabriel, Nixon.






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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Agonia e êxtase


                                                                         Agonia

No apertado campo de Conselheiro Galvão, o renovado e desfalcado Flamengo nao teve competência suficiente para vencer o Madureira. O resultado serviu para frear a euforia que já tomava conta de parte da torcida. Ainda há muito o que se fazer na Gávea, mesmo com a nova diretoria agindo com correção e discrição fora das quatro linhas.

A partida começou com o Fla tentando se acostumar ao calor e as dimensões reduzidas do alçapão suburbano. As melhores jogadas saiam pela direita, com boas tabelas entre Leo Moura e Rafinha. Faltava, entretanto, capricho na última bola. Ibson e Rodolfo eram os melhores em campo. E foi deles a jogada do gol, marcado pelo camisa sete. Ao não comemorar, Ibson demonstrou insatisfação com a forma profissional que o clube vem sendo gerido. Perdeu boa oportunidade de ficar calado.

Na etapa final, o rubro-negro caiu assustadoramente de produção. O Madureira aproveitou-se disso, cresceu e passou a mandar na partida. O empate veio através de um pênalti bobo cometido pelo jovem Felipe Dias. Assim como no primeiro tempo, o Fla só jogava pelo lado direito, deixando Nixon e depois Adryan abandonados na esquerda. Sem ter mais forças, o empate acabou sendo o resultado mais justo. Parece que a agonia ainda vai demorar um tempo pra passar.

                                                                       Êxtase

A noite, em partida que comentei pela Rádio Vavel Brasil, o São Paulo praticamente garantiu sua vaga na fase de grupos da Libertadores, com uma goleada por 5 a 0 sobre a fraca equipe do Bolívar.

Atuando em um 4-2-1-3, com Denílson e Welington na proteção a zaga, Jádson na armação, Aloísio pelo lado direito, Osvaldo no esquerdo e Luís Fabiano centralizado,o tricolor tirou partido da maração em linha da zaga boliviana para, com velocidade e penetrações, deitar e rolar. Méritos para Ney Franco que sacou o cerebral, porém lento Ganso e optou pela velocidade. Assim, não foi surpresa que o primeiro tempo tenha terminado com 3 a 0 para o São Paulo.

Mesmo tirando nitidamente o pé do acelerador na etapa complementar, o tricolor, quando quis, acelerou o jogo e marcou mais duas vezes. O que chama mais atenção foi o fato do time paulista não ter nem sequer jogado tão bem assim. A diferença técnica entre as equipes é colossal. Mesmo sem forçar o ritmo, a goleada veio ao natural.  Na semana que vem, na altitude de La Paz, o São Paulo pode até perder o jogo, mas não perderá a sua classificação.

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domingo, 30 de setembro de 2012

Fla x Flu, ou evolução x competência e sorte?



A vitória do líder do campeonato era previsível e esperada. A diferença de qualidade técnica entre os times é abissal. Entretanto, como dizia o ´"filósofo" Vicente Mateus, "clássico é clássico e vice-versa". E foi exatamente isso o que se viu, hoje, no Engenhão. O tricolor começou a partida fazendo-se valer dessa dissiparidade. E assim, Deco e Fred, dois de seus principais jogadores, aproveitaram-se de uma falha da defesa do Flamengo e o atacante inaugurou o marcador.

Depois, como já passou a ser costume no certame, o flu recuou, tentando explorar a velocidade de Wellington Nem. A tática não funcionou. O rubro-negro cresceu e mesmo que muito mais na base da vontade do que da organização, passou a ser o dono do jogo. Mesmo com problemas táticos graves, como um meio de campo muito lento, que demorava demais a se juntar e dar suporte aos atacantes e com um Leonardo moura perdido, atuando pela esquerda, no losango do setor.

A etapa final, foi praticamente, um treino de defesa contra ataque. Enquanto o time de Abel Braga se fechava na defesa e só levou perigo em duas cobranças de falta, que explodiram na trave de Felipe, o fla crescia. E criava oportunidades. Cléber Santana desperdiçou uma. Love outra. Bottinelli perdeu um pênalti. Nixon cabeceou e consagrou mais uma vez Diego Cavalieri. Um tento duvidoso (mas que na minha visão, Love estava realmente um pouco a frente da linha da bola) foi anulado. E até nesse momento de maior domínio do Flamengo, ficou clara a diferença de qualidade entre uma equipe e outra. O flu, precisou de uma chance para marcar. O mengo criou e as desperdiçou. E isso é fatal contra o mehor time do brasileirão.

No fringir dos ovos, as duas torcidas tem que acabar o dia satisfeitas. O tricolor porque dá sinal claros de que é uma equipe madura, que sabe o que quer e, especialmente, está atravessando uma fase iluminada. O rubro-negro tem que ver que a evolução de seu time é clara. Venceu o vice-líder na quarta-feira e poderia ter conseguido um resultado melhor diante do eventual campeão da temporada. A promessa é de um final de ano tranquilo para os rivais.


Acima, um flagrante do esquema tático inicial do Flamengo. Fica evidente a distância entre o meio de campo e o ataque, especialmente quando os jogadores do meio não são velozes. Outro fator que chama a atenção é o posicionamento de Leonardo Moura, escalado pelo lado esquerdo, no losango do setor.

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domingo, 20 de maio de 2012

Visão dos jogo- Rodada da Série A de Sábado

                                                              A tropa de elite de Joel

Na Ilha do Retiro, nem parecia que o Flamengo havia ficado um mês treinando. O time apresentou os mesmos defeitos do Carioca e da Libertadores. E, pior, a qualidade do passe ficou extremamente prejudicada, com a nova tropa de elite de volantes que Joel Santana escalou. Com erros em excesso, a bola era rifada a todo momento e o Sport, que não tinha nada com isso, mesmo sem ser brilhante era melhor e o goleiro Paulo Victor acabou sendo o grande destaque, com defesas dificílimas.

Assim, não foi surpresa para ninguém quando o time de Recife abriu o marcador, com um golaço de Marquinhos Gabriel. Percebendo que o time não rendia, Joel resolveu colocar em campo Deivid, sacando o inoperante Botinelli. E o Fla melhorou. Com mais jogadores ofensivos, o time passou a criar chances. Vágner Love já tinha perdido uma na frente de Magrão, quando recebeu passe açucarado de Kléberson e empatou a peleja.

No fim das contas, o resultado foi ruim para ambos, que precisam melhorar, e muito, se quiserem almejar algo mais na competição.

                                                                 Clássico Paulista igual

No Pacaembú, Palmeiras e Portuguesa também ficaram no empate. E assim como em Recife, o jogo foi pobre técnicamente. Poupando alguns titulares para a Copa do Brasil, o verdão tinha muitas dificuldades para construir seus ataques. Até porque Barcos ficava muito isolado na frente. Bastou uma aproximação maior dos meias com o atacante para que o time construísse uma bela jogada e inaugurasse o marcador, em chute de Luan.

Se a Lusa foi muito defensiva na primeira etapa, o panorama se inverteu nos 45 minutos finais. Foi a equipe do Canindé quem deu as cartas. O gol de cabeça de Rodriguinho veio coroar o bom segundo tempo do time.

O Palmeiras agora volta as suas atenções para o jogo contra o Atlético-pr, no meio da semana. Uma constatação pelo menos, pode-se fazerr. Mazinho mostrou que não pode ser reserva desse limitado time. Abre o olho, Felipão!

                                                                 Figueirense 2x1 Naútico

Se esta partida, que fechou o dia, foi mais uma onde tivemos pouco futebol, pelo menos sobrou emoção. Depois de um primeiro tempo de dar sono, com muitas faltas e nenhuma chance criada, o cenário mudou.

Com Araújo mais adiantado, o Timbú teve ótimas chances de abrir o placar. Como quem não faz leva, foi Fernandes quem fez 1x0 para o Figueira. Não deu nem tempo para comemorar. Menos de dois minutos depois, Araújo empatou o jogo, de pênalti. As oportunidades seguiram acontecendo até que Márcio Rozário, improvisado como lateral esquerdo, botou a mão na bola, levou o segundo amarelo e foi expulso. A partir daí, o time catarinense se lançou ao ataque, mas foi novamente Araújo quem perdeu a grande chance de dar a vitória ao Naútico.

Quando tudo levava a crer que teríamos mais um empate de 1x1 no sábado, Caio o ex cai cai do Botafogo, marcou, ao aproveitar o rebote de sua própria conclusão. Pela perseverança do Figueirense, o resultado acabou sendo justo.

Vamos ver agora como serão as partidas de domingo. Esperamos que o bom futebol finalmente apareça...

OBS. Pelo que vi da Série B, parece que o Atlético-pr vai sobrar na turma e que o América-mg será sério canditato a subir mais uma vez. A conferir.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Erros não podem encobrir defeitos

A derrota de virada do Flamengo diante do Boavista, na notite de ontem, foi recheada de polêmica. É certo que a atuação do árbitro Felipe Gomes da Silva foi confusa e ruim. Desde o início da partida, ele mostrou não ser forte no aspecto disciplinar, deixando entradas perigosas sem punição. Com isso, o "pau comeu solto" no gramado do Moacyrzão.

Ele acabou errando também em pelo menos três lances capitais. No primeiro, não expulsou Tony, que deu uma entrada criminosa em Willians. No segundo, não assinalou pênalti de Galhardo, que puxava Shelson pela camisa, na cobrança de um escanteio (aqui, abro um parêntese para dizer que ao menos neste lance, ele seguiu seu critério. Se marcasse a penalidade máxima nesta jogada, teria que marcar em toda escanteio ou cruzamento sobre a área, pois sempre acontecem lances iguais). No terceiro, ele validou um gol marcado claramente de mão. O pior de tudo, é que ele estava bem posicionado no lance (E, agora me respondam. Pra que serve aquele auxiliar que fica atrás dos gols, se ele não consegue ver um lance como esse ou até mesmo um escanteio claro, como aconteceu em Vaso 2x1 Fluminense, na Taça Guanabara?)

Entretanto, o que não podemos permitir é que esses erros ada arbitragem escondam mais uma péssima atuação do Flamengo. Novamente escalado com três volantes, o time não conseguiu render. Até que começou bem a partida, ao fazer 1x0 com cinco minutos. Depois, parou. A equipe não consegue trocar passes, a bola chega sempre dividida para os atacantes. Não existe velocidade e criatividade então, é algo que passa longe da Gávea.

Acontece que isso tudo era de se esperar que acontecesse. Não se pode exigir de Willians, Muralha, Airton, Maldonado, Renato Abreu e compania limitada que façam o que não sabem fazer. O que mais me preocupa é saber que mesmo infestado de volantes, o time levou gol do Lanús, do Resende e tomou as viradas de Vasco e do Boavista. É simplesmente inadmissível que uma defesa teoricamente tão bem protegida, sofra com tantas oportunidades criadas pelo adversário (ontem, o Boavista teve mais chances concretas de gol do que o Fla).

E de quem é a culpa dessa situação? Apontar apenas para Joel Santana é leviano e injusto. Afinal, o treinador sempre teve como característica os times com a parte defensiva se sobrepujando aos ataques. Desde seu começo de carreira como treinador, todos sabemos que ele adora meios de campo recheados com cabeças de área. Sempre foi assim. E não será agora que isso irá mudar. Pior, ao não prestigiar a base rubro-negra (que ao menos poderia dar uma referência de velocidade ao time, coisa que hoje não acontece), Joel corre o risco de desperdiçar a geração mais promissora do clube, desde 1990.

A resposta para a pergunta que fiz no parágrafo anterior é simples. A culpa é única e exclusivamente deu quem o contratou. O estilo de Joel não pode ser adotado por grandes clubes, que tenham o peso da camisa. Times que são obrigados a jogar no ataque por seus torcedores inflamados. Pois é Presidenta Patrícia Amorim. Infelizmente, você lembrou seus tempos de nadadora e deu um tiro na água com essa contratação. E agora, quem paga com isso são os torcedores que vão sofrer seja contra o Boavista, seja contra o Barcelona.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fla e Flu no sufoco!

                                                     Sétima Rodada da Taça Guanabara- Parte 1
                                                     Resende 1x3 Flamengo
Se Joel Santana continuar a escalar três ou quatro volantes por jogo, a torcida do Flamengo pode se preparar para sofrer. Hoje, precisando da vitória para garantir a clasificação, sem depender do resultado do Botafogo, foram 45 minutos jogados fora, ou melhor, não jogados pelo time!  Vale ressaltar, inclusive, que a melhor oportunidade de gol da etapa inicial foi do Resende, quando Marcel mandou a bola no travessão de Felipe.

Lento e sem inspiração, o Flamengo não conseguia se acertar. Willians, Aírton e Luis Antônio erravam muitos passes. Ronaldinho se escondia na ponta esquerda enquanto Deivid e Love praticamente não participavam da partida.

Quando Joel resolveu abrir mais o time ao colocar Bottinelli, a equipe melhorou. Contudo, a defesa voltou a falhar pelo alto e o Resende abriu o marcador. Se vendo acuado, o Fla respondeu a altura. Ronaldinho passou a participar mais do jogo (também porque pegava a bola e tinha mais opções de passe). E foi do craque o gol de empate, de cabeça.

Nem bem o Resende tinha assimilado o gol de empate, Leo Moura, o melhor joagdor do time disparado nesse início de temporada, recebeu passe de Bottinelli e cruzou rasteiro. Vágner Love mostrou seu faro de gol ao se antecipar ao goleiro e marcar o seu primeiro gol nessa volta ao clube.

Ainda haveria tempo do novo de Negueba, o novo xodó de Joel, entrar em velocidade, em posição irregular (na minha opinião), e fechar o placar. Flamengo na semifinal para enfrentar o Vasco 100% no campeonato. Desde já faço uma aposta com os leitores. Com quantos volantes o folclórico e superestimado treinador rubro-negro entrará na quarta feira de cinzas? É esperar para ver.

                                                                     Fluminense 3x0 Bangu
Quem assistiu os primeiros 20 minutos do jogo não imaginava que o tricolor precisava da vitória para tentar a classificação. o Flu foi um time que errou muitos passes, não se movimentava e não ameaçava a meta do fraquissímo time do Bangu.

Desta forma, só mesmo um pênalti bobo, cometido em Wellington Nem, poderia salvar o time de Abel Braga. Fred cobrou com categoria e abriu o marcador. A partir daí, tudo ficou mais fácil. O Bangu se perdeu em campo e a superioridade técnica do Fluminense era tão grande que o time chegou naturalmente ao 3x0, sem nem ao menos forçar o ritmo. Os outros gols foram marcados por Araújo e Wellington Nem, este ao meu ver, o melhor jogador na partida de hoje.

Agora, o flu enfrenta na quinta feira o Boafogo, pela semifinal da Taça Guanabara. Se quiser vencer no entanto, terá que deixar de lado a preguiça com a qual jogou hoje.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Goleada do Bota, Vágner Love e Vasco 100%

                                                  
                                                   Sexta Rodada da Taça Guanabara

                                                   Botafogo 4x1 Bonsucesso
Quem olha o placar final do jogo, pode ter a impressão que foi uma vitória fácil do alvinegro. Entretanto, até a entrada de Herrera, aos 25 minutos do segundo tempo, a peleja foi mais equilibrada do que se poderia imaginar.
Evidentemente, a maior qualidade técnica do Botafogo se fez presente e, apesar das más atuações de Felipe Menezes e do seu miolo de zaga, conseguiu abrir uma vantagem de 2x1, com gols de Maicossuel e Loco Abreu (que também desperdiçou uma penalidade máxima), com Adriano Magrão descontando.
Somente após a entrada do atacante argentino é que as jogadas começaram a fluir. Saindo de um 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, o time ficou melhor destribuido em campo. Herrera acabou premiado ao marcar os dois últimos tentos do triunfo.
Os três pontos foram importantes para mostrar que o Fogão está em plena evolução. E serviu, principalmente, para que o time se classifique para as semifinais da Taça Guanabara com um simples empate diante do Macaé, na derradeira rodada da competição.

                                                          Flamengo 2x0 Nova Iguaçú
Podendo pela primeira vez contar com um atacante de qualidade, Joel Santana saiu da sombra de Luxa ao armar o Flamengo em um 4-3-1-2 em losango. Willians era o responsável pela cabeça de área. Luiz Antônio saia pelo lado direito e Renato Abreu pelo esquerdo. Na armação, Ronaldinho criava as jogadas para Deivid e Love.
As alterações deixaram a equipe mais bem distribuida no gramado. Ronaldinho participou mais dos lances e não apenas se escondeu na ponta esquerda. Deivid passou a jogar como sabe e gosta, ou seja, como atacante de movimentação, deixando o estreante do dia mais fixo a frente. O time ganhou principalmente em profundidade, um dos grandes pecados da Era Luxemburgo.
O primeiro gol saiu com a participação dos homens de frente. Ronaldinho deu ótimo passe a Love, que bateu para defesa do goleiro. No rebote, Deivid marcou. Mesmo sem conseguir marcar mais gols na primeira etapa, a melhora do time foi grande.
Talvez já pensando na estréia da Libertadores, o rubro-negro diminuiu sensivelmete o ritmo nos 45 minutos finais. Love praticamente não apareceu, sentindo a falta de ritmo. E para não fugir da rotina, a defesa andou batendo cabeça e proporcionando alguns sustos aos torcedores. Quando parecia que o Nova Iguaçú estava "gostando do jogo", Renato Abreu decidiu a parada, com uma bomba de falta.
Se por um lado Joel já pode ficar animado com a melhora de sua equipe, por outro, deve estar preocupado para o jogo de quarta feira. Sem poder conta om Vágner Love, o treinador deve optar pela escalação de Botinelli, adiantando Ronaldinho para o ataque. E, essa escalação já mostrou que não é confiável, já que o time fica sem poder de fogo.

                                                            Vasco 2x1 Fluminense
Depois de um começo de partida alucinante, com oportunidades perdidas de lado a lado, foi o tricolor que, comandado por Deco, mandou no primeiro tempo. A vantagem de 1x0 apenas foi injusta tamanho o domínio exercido pela equipe de Abel Braga. Fred e Thiago Neves, o autor do gol, também jogavam demais. O flu não só jogava bem com a bola nos pés, mas marcava muito, especialmente as descidas de Fágner. O Vasco praticamente não jogou.
O panorama da partida se alterou completamente na etapa final. Com William Barbio aberto pela direita, dando uma mão a Fágner, o time da Cruz de Malta equilibrou a partida e chegou merecidamente ao empate através de Alecsandro, em assistência do lateral direito.
A partir daí, um outro personagem entrou em cena. O árbitro deixou de assinalar penalti claro em cima de Carlinhos e passou a inverter faltas. irritados, os jogadores do Fluminense foram recebendo seus cartões amarelos. Quando Alecsandro marcou o seu segundo gol, os tricolores se enervaram de vez e Edinho e Fred acabaram expulsos.
Enquanto o time de Cristovão Borges segue com 100% de aproveitamento e praticamente garantido nas semifinais da Taça Guanabara, o flu precisará vencer seus dois últimos compromissos e ainda depender do resultado de Vasco e Boavista.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Flamenguetes

Selma Hayek chega ao Brasil vestindo a camiseta do Flamengo. Personalizada e tudo mais. Falando em Flamenguista, deem só uma olhada no time de famosas que são team Flamengo! 

Quem disse que mulher não curte futebol?


Postado por equipe pitacos

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mudanças já!


Impressionante o que aconteceu com o Flamengo nos últimos oito jogos. De candidatíssimo ao título, o time agora encontra-se fora da zona de classificação para a Libertadores. Tudo isto aconteceu, em apenas três semanas. Quem seriam os culpados?

Evidentemente, não se pode jogar todo o peso desta má fase apenas nas costas do treinador, Wanderley Luxemburgo. Existiram erros de arbitragem, um Ronaldinho cansado pela viagem de volta da seleção, contusões e a terrível fase de Thiago Neves e Deivid.

Contudo, Luxa é sim o principal (e não o único) responsável pelo mal momento da equipe. Suas alterações são sempre previsíveis (só entram Fierro, Negueba e Jael ou Diego Maurício). Sua insistência em escalar alguns atletas, apesar da má fase que eles atravessam, beira as raias da teimosia. Alguns, nem mereciam estar vestindo a camisa do Flamengo. Sua passividade fora do campo chama a atenção. Logo ele, que já foi conhecido por dar "nós táticos" em outros treinadores e por reclamar de arbitragens e fazer alterações ousadas. A má fase parece ter também atingido nosso técnico.

Pior ainda, quando um pum (que Luxa por ser humano, também deve soltar) passa a ter mais importância do que o fato do time não possuir um padrão tático, jogar de maneira extremamente desorganizada e, por vezes, até mesmo sem alma, chegamos a conclusão que a vaca já foi pro brejo.

Difícil apontar onde o treinador perdeu o comando dos seus jogadores. O fato é que os atletas não gostam das viagens a São Paulo (especialmente Atibaia) e da maneira como são tratados. O fato é que o Flamengo passou de protagonista a coadjuvante.

Acredito que ainda exista a possibilidade de conquista do brasileiro. Porém, para que isso aconteça, é hora de mudanças. Não amanhã, nem semana que vem. Já. Não sou defensor de se trocar de técnicos a qualquer tropeço. Mas para voltar a brigar, o Fla precisa de uma chacoalhada geral, um choque de ordem que o professor não conseguirá dar.

Por isso, peço encarecidamente a Presidente Patrícia Amorim, demita Wanderley. Contrate um motivador até o final do ano. Alguém como Renato Gaúcho, que já foi ídolo na Gávea, conheçe o clube, é boleiro e, principalmente, joga junto como o time. Só com mudanças extremas, poderemos voltar a sonhar. E não basta lembrar que, como diz o ditado, sonhar não custa nada!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Corinthians 2x1 Flamengo- Um retrato dos treinadores


Nunca as entrevistas antes do início da partida foram tão reveladoras. Enquanto Tite admitia que a partida seria sim decisiva, Luxa vinha com o discurso que o resultado não iria selar os destinos dos clubes no campeonato. A partida acabou sendo um retrato dessas posturas.

O Corinthians sufocou desde o apito inicial. Parecia aquela pessoa que tem fome que cada dividida era um prato de comida. Com a marcação adiantada, o timão não deixava o Fla respirar. A movimentação dos atacantes Liédson e Émerson era intensa e Paulinho mandava no meio de campo.

Acuado e sem conseguir fazer a bola chegar a seus dois astros, o time carioca era obrigado a recuar a bola para os limitadíssimos zagueiros, Gustavo e Wellington, que faziam a ligação direta. Como Deivid e Ronaldinho não são exímios cabeçeadores e não conseguiam reter a bola, o domínio voltava a ser do Corinthians, que com isso, voltava a pressionar.

Se não fosse a brilhante atuação do goleiro Felipe, o alvinegro provavelmente teria goleado o frágil rubro-negro, que, mesmo quando esteve a frente do placar, não deu a impressão de que iria vencer a partida.

Os méritos de Tite são imensos. Treinou sua equipe para cruzar bolas sobre a área do Flamengo (não custa lembrar que os gols saíram assim). Além disso, montou um esquema que praticamente não deixou um extenuado Ronaldinho Gáucho brilhar, com Alessandro recuado e ajuda constante de Jorge Henrique. A entrada de William, para jogar nas costas de Júnior César, no lugar do próprio Jorge, deu folêgo novo ao ataque do timão. E, foi justamente por esse lado que os gols acabaram saindo.

Se encarar todas as partidas restantes com a mesma gana que a "decisão" de ontem, o Corinthians tem tudo pra ser mais uma vez campeão brasileiro.Uma virada como essas dá uma moral incrível.  A sinergia que se sentiu ontem entre time e torcida pode ser o fator desequlibrante de um campeonato cada vez mais equlibrado. E que Tite mantenha o seu discurso motivador.

Obs.1) Gostaria só de complemetar com um pitaco tático. Luxa poderia ter adiantado Thiago Neves e trazido Ronaldinho mais para trás. Mesmo em má fase, Thiago deus dois chutes perigosos, justamente quando jogou mais perto da meta adversária.

Já o recuo de RG10, daria ao Flamengo mais posse de bola, através de uma qualidade de passe superior. Com isso, o time provavelmente reteria mais a bola e esfriaria não só o time mas também a torcida do Corinthians. O Professor parece ter perdido a mão no comando do rubro-negro.

2) Profundamente lamentável a atitude do zagueiro Gustavo, que agrediu covardemente o artilheiro Liédson com um soco na barriga. Atenção STJD, punição nele!

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sábado, 30 de abril de 2011

Decisão equilibrada- Prévia de Flamengo x Vasco

Acontece neste domingo a Final da Taça Rio, equivalente ao segundo turno do campeonato carioca. E uma velha rivalidade está de volta nesta decisão. Flamengo x Vasco, o Clássico dos Milhões, chamado assim por reunir as duas maiores torcidas do estado. Se o Rubro-negro vencer, repetirá o feito do Botafogo do ano passado, do Vasco de 98 e do próprio Fla e 96 (apenas para citar os mais recentes). Para o Vasco, a situação lembra muito a da decisão de 1981, quando precisava de 3 vitórias seguidas para conquistar o caneco. Na ocasião, venceu duas e acabou derrotado na terceira partida.

Depois desse panorama histórico, voltemos ao presente. A partida de amanhã tem tudo para ser bastante equilibrada (inclusive, meu palpite é que o Flamengo vença na disputa de penaltis). Se a partida fosse disputada a 1 semana atrás, não teria dúvidas em afirmar que o Vasco seria o grande favorito. Porém, depois da contusão de Ronaldinho Gaúcho, Luxemburgo parece ter finalmente achado a formação ideal.

No Vasco, os pontos fortes são a segurança do goleiro Fernando Prass, a boa dupla de zaga, inclusive com o gigante Dedé tornando-se uma arma nas bolas aéreas ofensivas. Se as laterais não parecem confiáveis, do meio para a frente o time da Cruz de Malta vai bem, obrigado. Felipe Bastos é um volante que marca menos do que joga e têm uma bomba de longe que pode deicidir uma partida amarrada. Felipe reencontrou seu bom futebol e dá passes que só ele parece enxergar. Diego Sousa se ainda não rendeu o esperado, sempre é um motivo de preocupação para o adversário por sua força física. O ataque funciona e se entende de maneira harmonica. O velocista Éder Luis é o responsável por jogar mais aberto e puxar os contra-ataques enquanto Alecsandro é o típico finalizador. Ricardo Gomes pode apenas lamentar o fato de não possuir muitas opçõesno banco de resvervas.

Já no Flamengo, uma das suas grandes armas, o lateral Léo Moura está vetado. No entanto, o garoto Galhardo tem jogado com desenvoltura. A zaga e a lateral-esquerda seguem sendo o ponto mais fraco de um time que apesar da longa invencibilidade só agora parece encorpar de vez. Williams pode ser o termômetro do time na decisão. Se jogar como em 99% das vezes, destruindo com destreza mas errando os passes, o time deve sentir. Contudo, se repetir suas duas últimas atuações e além de marcar sair para o jogo com efeiciência, não vejo como o Vasco possa anulá-lo. Renato Abreu, agora escalado como segundo volante, é outro que em uma patada de fora da área pode resolver o jogo. E, jogando mais atrás ele têm o espaço para fazer isso, além de qualificar a saída de bola. Thiago Neves vem sendo o grande destaque do fla na temporada. É um jogador acima da média e poder resolver. Bottineli, finalmente escalado onde sabe jogar (como meia mais centralizado) vem crescendo de produção e pode ajudar o time. Com sua escalação confirmada, Ronaldinho vai sentir a falta de ritmo, mas deverá compensar com sua categoria. Também é uma ameaça constante nas faltas. A dúvida de Luxemburgo segue sendo o centroavante. Se escalar Deivid, ganha um jogador de mais mobilidade, que se entende melhor com os meias hablidosos do time. Se optar pelo trombador Wanderley, perde em qualidade técnica, mas ganha em força física, presença de área e em um jogador que pode prender um zagueiro e fazer bem o papel de pivô. No banco, Luxa conta com mais e melhores opções para tentar mudar o andamento da partida. E, se a decisão for para os penaltis, o Flamengo sabe que sempre poderá contar com o goleiro Felipe, que vem se mostrando um especialista nesse quesito.

Não esperem aquele jogo solto, aberto, ofensivo. Por já estar na decisão, acredito que o Flamengo saia mais para o jogo, tentando resolver o campeonato já amanhã. Acredito que o Vasco irá esperar o erro e a demora na recomposição defensiva do Fla para atacar com segurança. O time dirigido por Ricardo Gomes também deve explorar e muito, as bolas altas, calcanhar de Aquiles da defesa Rubro-Negra. O que posso garantir aos amigos é que teremos emoção de sobra na volta desse tão tradicional clássico as decisões.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

O dilema Ronaldinho

  O treinador do Flamengo Vanderlei Luxemburgo encara o seu primeiro dilema da era Ronaldinho Gaúcho. Como fazer para escalar o craque, junto com as outras estrelas da compania, sem perder o poder defensivo.

(clique na imagem para aumentar)
  A formação que será usada na partida de amanhã, contra o Boavista com dá ao craque, ao menos na teoria, uma maior liberdade de ação. Como pode-se ver no esquema acima, Maldonado joga na cabeça da área, procurando cubrir os avanços dos laterais(muito mais os de Leo Moura do que o de Egídio, que deve ficar mais preso a defesa). Willians fica encarregado de ajudar Leo Moura tanto na parte defensiva, como na ofensiva, permitindo assim que Thiago Neves derive da direita para o meio, como gosta de fazer.

Já o craque Gaúcho, teria a liberdade de poder se movimentar tanto pelo lado esquerdo, onde faria dupla com um Renato Abreu mais volante do que meia ou de encostar em Deivid, tornando-se assim um segundo atacante.

(clique na imagem para aumentar)
Já na opção que ao que parece, será a utilizada por Vanderlei quando puder contar com o Argentino Botinelli em forma e livre de lesões, Renato Abreu ou Egídio jogariam como laterais esquerdos, Maldonado seria obrigado a cobri-los especialmente se a opção for por Renato, desacostumado a jogar por ali. Willians já não teria um papel ofensivo tão importante, pois seu papel principal seria dar cobertura aos avanços de Leo Moura e eventuais buracos que possam aparecer na cabeça de área Rubro-Negra.

Na parte ofenisva, Thiago Neves caíria mais pela direita, com Botinelli, autentico "enganche" Argentino jogaria mais centralizado e Ronaldinho mais a esquerda. Ao meu ver, se não houver uma movimentação constante dos meias(o que nunca foi uma das características principais de nenhum deles), os jogadores tendem a ficar "encaixotados" e com areas de ação limitadas.

Evidentemente, tudo é uma questão de treinamento e, sabemos que estamos falando na base da teoria. Porém, se fosse origado a dar uma opinião, acredito que a primeira opção funcionaria melhor. Resta esperar para conferir se na prática, será assim mesmo.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

As opções de Luxemburgo

No primeiro prancheta do Guga de 2011, a analise tática das 3 principais opções que Luxemburgo tem para escalar o Flamengo com seus novos reforços.

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Tem tudo para dar certo!

Passado todo o alvoroço provocado pela contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, e a maravilhosa festa que foi sua apresentação, com mais de 20.000 pessoas se apertando no campo da Gávea só para ver o craque vestir pela primeira vez o Manto Sagrado, é hora de analisar o que ela de fato pode trazer de positivo para o time da Gávea.

No campo futebolístico, o craque dentuço não precisará nem jogar todo seu brilhante futebol dos tempos de Barcelona. Basta que jogue a nível normal para que, em um futebol brasileiro tão nivelado por baixo, ele se sobressaia e carregue o Flamengo rumo a brigar pelo heptacampeonato Brasileiro.

Claro que não dá para exigir que ele faça tudo sozinho. Porém, bem coadjuvado por jogadores do quilate de Leonardo Moura, Thiago Neves e de Botinelli, RG 10 tem tudo para brilhar, sem precisar ser decisivo em todas as partidas.

No campo do marketing, o Rubro-Negro aplicou um golpe de mestre nos demais clubes. Comparável somente as contratações de Ronaldo Fenomeno e de Romário (em 95, essa para mim, a maior contratação da história do futebol brasileiro).

A quantidade de camisas que ele venderá, a exposíção da marca, o público que se amontoará nos estádios para ve-lo jogar, as cotas altas e a quantidade de amistosos. Tudo isso, fará com que as receitas e a marca Flamengo ganhem uma projeção que a Presidente Patrícia Amorim não deve ter nem sonhado alcançar.

O único senão, fica para seu comportamento extra-campo. Se Ronaldinho botar na cabeça que é um atleta e que tem tudo para voltar a Seleção, ótimo. Caso contrário, nem mesmo o novo ídolo terá a clemencia da exigente e, muitas vezes, impaciente torcida.

Com muito mais pontos positivos do que negativos, o Gáucho tem todas as armas que precisa para brilhar. Longa vida ao novo rei do Flamengo!

Obs. Para entender como o Fla vai jogar com seus novos reforços, visualize o novo post da Prancheta do Guga, logo acima.

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sábado, 25 de setembro de 2010

Flamengo 1x3 Palmeiras- Vitória mais do que justa

-Quem viu a partida não se surpreendeu com a boa vitória Alviverde. Mesmo atuando fora de casa, foi o time Paulista quem mandou no jogo quase o tempo todo.
-Como o Flamengo tinha uma atuação abaixo da critica, bastou ao Palmeiras anular Leo Moura e esperar pelos erros do Rubro-Negro.
-A defesa falhou duas vezes e Kléber(uma de penalti), abriu vantagem para o Verdão ainda no primeiro tempo.
-Na etapa final, o Fla continuou tendo mais a posse de bola. Porém, não sabia o que fazer com ela. Foi somente Quando o Alviverde resolveu recuar em demasia para garantir a vitória, que o Flamengo cresceu na partida(muito mais na base da transpiração do que da inspiração, diga-se de passagem).
-Pet, de penalti, ainda diminui o marcador e deu esperanças ao torcedor Rubro-Negro. Mas seria muita injustiça o Fla empatar a partida. E Lincoln tratou de dar números finais a partida e decretar mais uma vitória Palestrina fora de seus domínios(já é a segunda seguida)
-Enquanto Felipão parece estar acertando seu time, Silas tem um pepino monstro nas mãos. Como conseguir vitórias com as más fases técnicas e físicas de Juan, Deivid, Renato Abreu, Maldonado e inúmeros outros. Parece que Zico e Silas terão que calçar as chuteiras e entrar em campo. Ah, esperem um momento. Com Val Baiano, Deivid e Diogo na frente, nem mesmo eles farão milagre....

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Gremio 2x2 Flamengo

-Depois de um começo avassalador, quando parecia que iria ganhar com facilidade(tendo inclusive feito 1x0 através de Douglas), o Tricolor recuou demais e nenhum time pode se dar ao luxo de cometer esse erro faltando tanto tempo ainda para o final da partida.
-Mesmo que não quisesse, o Flamengo foi obrigado a ir para cima. O time teve muito mais posse de bola, o que não quer dizer que tenha criado muitos lances de perigo. Mas chegou ao empate em jogada de Leo Moura que Kleberson completou.
-O time de Renato Gaúcho voltou com outra postura na segunda etapa e marcou, de novo, antes dos 10 minutos, em nova falha da defesa Carioca em bola pelo alto. Jonas, o artilheiro do campeonato, marcou.
-Silas depois sacou o inoperante Rodrigo Alvin e fez entrar Petkovic. Com isso, deslocou Correa para a lateral esquerda. A substituição foi equivocada e o Gremio passou a perder várias oportunidades, todas criadas por aquele lado.
-Porém, não se ganha nada sem sorte na vida. Foi justamente o Sérvio quem empatou a partida, após brilhante lançamento de Leo Moura. O detalhe do gol foi o drible no goleiro Victor, dado sem querer.
-No geral, o empate apesar de não ter sido bom para nenhuma das equipes, foi o resultado mais justo.

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domingo, 5 de setembro de 2010

Flamengo 0x0 - Sem gols e sem brilho na despedida do Maraca

-A maldição do ataque Rubro-Negro permanece indiferente a quem se escale. Pode ser Val Baiano, Leandro Amaral, Borja ou, no caso de hoje, Diogo e Deivid. A bola simplesmente não entra.
-Obviamente, que este não é um problema pura e simplesmente do ataque. A falta de criatividade do meio(onde Renato Abreu parece ter 30 anos a mais do que possui), e a inoperancia de Juan pelo lado esquerdo criam problemas até agora insolúveis.
-Silas tentou resolver parte disso ao escalar Toró como primeiro volante, Williams abreto pela direita, onde ele fez sucesso no time campeão do ano passado e liberando mais Correa para dar mais qualidade ao passe.
-E, se o primeiro tempo foi arrastado, com os goleiros praticamente não fazendo nenhuma defesa, quem esteve mais perto do gol foi o time Carioca.
-O Peixe, desfigurado por conta dos inúmeros desfalques, praticamente não ameaçou. Até porque Keirrison vive fase tenebrosa tanto física como técnicamente.
-Dorival Júnior voltou com Mádson e Braitner nas vagas de Keirrison e Zezinho. E, postado para explorar os contra-ataques, com Zé Eduardo aberto pelo lado direito e Mádson pelo esquerdo, o time Paulista foi melhor e desperdiçou boas oportunidades.
-O Fla só voltou a equilibrar a partida quando Silas fez entrar Pet na vaga de Renato Abreu. Mas quando a fase não é boa, a bola bate na cabeça do zagueiro, vai a trave e não entra.
-O jogo continuou animado com os dois times forçando o ataque, mas a má produtividade dos ataques impediu que o Maracanã visse um golzinho sequer na sua despedida. Só nos resta dar até breve ao maior do Mundo, e que ele veja jogos melhores e mais gols na sua volta...

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domingo, 29 de agosto de 2010

Virada incrível- Guarani 2x1 Flamengo

-Toninho Barroso escalou o Flamengo com Val Baiano ao lado do promissor Diogo no ataque Rubro-Negro. E se não foi brilhante, pelo menos o Fla foi superior nos primeiros 45 minutos.
-O time Carioca tinha mais posse de bola, a defesa marcava bem, Léo Moura apoiava bem o ataque. Faltava contudo um maior poder de decisão. Val Baiano seguia apanhando da bola. Juan errava tudo que tentava e Pet e Renato Abreu mais uma vez eram peças nulas.
-Pelo lado Bugrino, o destaque era o driblador e cai-cai Mazola. Se não se jogasse tanto, seria muito mais eficiente. Mesmo assim, ele sofreu um penalti do goleiro Marcelo Lomba, que o árbitro errou e assinalou apenas falta.
-A lesão de Diogo(que torçeu o mesmo tornozelo duas vezes) enfraqueceu o já combalido ataque Carioca. A entrada de Toró porém, equilibrou mais o meio de campo, dando mais liberdade a Williams, Correa, Pet e Renato.
-Já nos acréscimos, Jean, de cabeça abriu o placar para o Flamengo e fez justiça ao que era o jogo.
-E o nome do segundo tempo foi Val Baiano.Ele perdeu duas chances inacreditáveis de matar a partida(aliás, perdeu com a categoria que só ele tem...). Mesmo sem ter uma atuação maravilhosa, era o Fla quem comandava a partida, apesar de algumas inveistidas do Bugre.
-O árbitro que deixara de assinalar o penalti no primeiro tempo, usou a famosa lei da compensação para marcar um inexistente de Galhardo em Ricardo Xavier. Mas como diz o jargão futebolístico, "penalti que não é, não entra". E Lomba defendeu a cobrança do próprio Xavier, com o pé.
-Quando tudo já parecia resolvido, o Guarani conseguiu uma virada histórica e heróica. Foram dois gols marcados nos acréscimos que premiaram a perseverança do Bugre e castigaram a "diarréia mental" do Flamengo.
-Porém, pelo que mostraram no jogo, nenhum dos dois times deve ter grandes aspirações nesse Campeonato, pois ambos são fraquinhos, fraquinhos....

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domingo, 22 de agosto de 2010

A sina do time sem ataque- Atlético-pr 1x0 Flamengo

 -Supreendentemente, foi o Flamengo quem começou jogando melhor na Arena da Baixada. Ao contrário dos últimos jogos, o time conseguia criar até com certa facilidade. Porém, apesar de ambos estarem fazendo a melhor apresentação com a camisa Rubro-Negra, Leandro Amaral e Val Baiano não finalizavam.
-Enquanto jogou com 3 atacantes, o Furacão errou passes em demasia e só mesmo o rápido Maikon Leite dava trabalho.
-No intervalo, o panorama da partida começou a ser alterado. Carpeggiani sacou Marcelo e entrou com Branquinho, passando a jogar com 4 jogadores no meio de campo. Simultaneamente(e inexplicavelmente) Rogério Lourenço tirou Leandro Amaral e Val Baiano, fazendo entrar Vinícius Pacheco e Cristian Borja.
-Com as alterações, apesar de não ter sido brilhante. O Atlético foi superior. E contou com o gol de cabeça do seu zagueiro-artilheiro Manoel, que aproveitou cobrança de escanteio de Paulo Baier e desviou no primeiro poste.
-A segunda vitória seguida do Furacão o leva a décima-terceira colocação no campeonato. Já os problemas do time Carioca são bem conhecidos. O ataque continua sem funcionar. Renato Abreu segue completamente sem de ritmo de jogo. O Banco de reservas não dá muitas opções. A equipe só rende enquanto Petkovic tem folego e, pior, quando consegue criar chances de gol, o ataque as desperdiça(não é a toa que o Fla tem o terceiro pior ataque da comeptição).
-As soluções devem ser as entradas de Deivid e Diogo no ataque. Com um ataque mais qualificado e ajustando algumas outras coisas, o Mengo pode sim brigar por uma vaga na Libertadores...

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