quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jogos da Rodada- Quarta, dia 19/02

                                                        Bangu 0x2 Vasco

-O primeiro tempo vascaíno foi horroroso. Nada, nem mesmo os erros grotescos da arbitragem no clássico de domingo, muito menos o calor ou o gramado ruim de Moça Bonita podem servir de desculpa para tão pífio futebol.

-Felipe Bastos, atuando aberto pela direita, não funcionou. Muito menos o estático Edmílson, enfiado entre os zagueiros banguenses. Tão pouco a insegurança de Rafael Vaz, responsável por 90% dos chutões dados pela equipe. Claro que a excelente marcação do Bangu contribuiu para dificultar as coisas. Mas a falta de inspiração foi total na etapa inicial.

-Justamente quando o Bangu começava a se aventurar a frente, Adilson Batista mexeu na equipe e melhorou o seu rendimento. Colocou o jovem Thales, que com muita movimentação, abriu os até então escassos espaços na retaguarda do time da casa. A entrada de Montoya também fez a diferença. Atuando sempre em velocidade, o colombiano trocou de lado constantemente e ajudou a confundir a marcação. Não foi mera coincidência que os dois acabaram premiados, marcando os tentos do triunfo.

-A vitória foi importante, para aliviar um elenco revoltado, antes da partida contra a Cabofriense, grande surpresa da competição até o momento. Mesmo assim, Adilson deve estar com uma pulga atrás da orelha, depois da boa atuação dos reservas.

                                                      Macaé 0x1 Fluminense

-Mais uma vez, o tricolor flertou com o perigo. Começou de maneira preguiçosa e quando era dominado pelo Macaé, prevaleceu a maior categoria de seus astros, Conca, que cobrou a falta e Fred, que marcou e acabou com um longo jejum de gols. Apesar da felicidade por voltar a balançar as redes, eu assinalaria falta do atacante no zagueiro.

-Depois disso, o jogo ficou chato. O Macaé tentava atacar, mas esbarrava na sua insuficiência técnica. A melhor chance veio numa falta cobrada por Hernani e que Diego Cavalieri espalmou para córner.

-Enquanto isso, o flu pouco ameaçava. As poucas oportunidades apareciam quando Conca, Jean e Fred se aproximavam. Assim aconteceu em uma finalização de Fred que explodiu no travessão. Felipão deve ter aplaudido de pé.

-Quando a noite não é boa, nem mesmo o xodó consegue mudar o panorama das coisas. Desta vez, Walter pouco tocou na bola. Mesmo assim, foi ovacionado pela torcida.

-Resumo da ópera em Macaé. O Fluminense jogou com o freio de mão puxado, atuando apenas para o gasto. Pode e deve ser o caso de Renato Gaúcho poupar alguns dos titulares após o clássico do fim de semana, contra o Botafogo.

                                                        Flamengo x Madureira

-No último jogo do dia, mais do mesmo. O tricolor suburbano jogou fechadinho, no 3-6-1 e tentou especular em contra ataques que inexistiram. Pior, se a proposta era jogar retrancado, a equipe deu espaços demais nas laterais, especialmente bem aproveitados por Gabriel e João Paulo, na esquerda.

-Usando e abusando da velocidade (embora na maioria das vezes sem resultados concretos) de Rodolfo, Gabriel e Negueba, o Flamengo foi superior nos primeiros 45 minutos. Tanto que o 2 a 0 não foi nada exagerado para o domínio rubro-negro.

-Aliás, temos que louvar o lançamento preciso, de pelo menos 30 metros que Muralha (um dos destaques da partida) fez no lance do segundo gol, anotado pelo outrora perseguido Negueba. Gérson, o canhotinha de ouro assinaria o lance.

-Na etapa final, o Madureira abriu mão de um zagueiro, e postou-se no 4-5-1, diminuindo assim os espaços em sua defesa. Como resultado disso, o Flamengo passou a ter mais dificuldades nos lançamentos longos e começou a errar também os passes curtos.

-De qualquer forma, os reservas do time da Gávea cumpriram seus objetivos. Conquistaram os três pontos e deram um descanso aos titulares. Só não conseguiram os dois gols a mais para que a equipe assumisse a liderança do campeonato já nesta noite. Por enquanto, mesmo que no saldo de gols, a Taça Guanabara está indo para as Laranjeiras.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Terceira rodada da Taça Rio- Vasco e Fla sofrem, Flu, numa boa

A rodada dessa quarta, a terceira da Taça Rio, proporcionou sentimentos distintos para os torcedores de Vasco, Fluminense e Flamengo. Vamos a uma breve análise de cada uma dessas equipes.

                                                                Vasco 0x0 Olaria

O problema do time da colina não é e nunca foi treinador (apesar de concordar que Gaúcho não era o melhor nome). A verdade é que o elenco do Vasco é limitado.

Paulo Autori estreou com pouco tempo de trabalho e já pressionado pelas três derrotas consecutivas. Talvez por isso, e pelas dimensão acanhada do campo de Moça Bonita, ele tenha optado pela escalação de Felipe Bastos, dono de um potente tiro de longa distância.

Porém, ao barrar Pedro Ken, Autuori sacou o mais regular jogador do seu time. Como consequência, o primeiro tempo do Vasco foi horroroso. Na etapa final, o treinador corrigiu seu erro e, num passe de mágica, sua equipe subiu de produção.

Mesmo sem agradar seus torcedores, o time cresceu, pressionou e teve chances de vencer. Acontece que, quando a fase é negra, nada dá certo. Éder Luís desperdiçou uma oportunidade incrível. Carlos Alberto, Tenório, Sandro Silva, ninguém esteve bem.

Praticamente eliminado do carioca, resta ao Vasco tentar arrumar a casa para a disputa do brasileiro. Todavia, nem isso será uma tarefa fácil. Não existe dinheiro para contratações, Dedé deve ser negociado em breve e nem mesmo as categorias de base o time pode recorrer. O sofrimento em São Januário parece que irá continuar por algum tempo.

                                                              Fluminense 3x1 Macaé

A vitóri tricolor foi importante, não só pra colocar o time na liderança provisória do grupo (o Resende joga amanhã). A partida valeu também para mostrar que exsite alternativa para os medalhões.

A má fase de Deco, Edinho, Sóbis, Valencia e outros jogadores importantes na recentes conquistas estavam começando a afetar o time, que não só não atuava bem, como não vencia. As entradas de Marcos Júnior, Rhaynner e, especialmente, Michael, mostraram que não só existe uma alternativa, uma sombra aos titulares, como também para provar que o trabalho de base de Xerém vem sendo muito bem realizado.

Falando do jogo, obviamente que Michael, autor dos três gols, tinha tudo para ser o assunto principal desse post. Afinal, o garoto mostrou oportunismo, faro de gol e boa técnica. Contudo, Rhaynner e seu jejum de gols que já dura mais de dois anos será destacado. O atleta é adorado pela torcida, por sua entega e perseverança, mas,novamente se candidatou a cobrar um pênalti e irritou Abel Braga.

O fato é que sua atitude e a cobrança desperdiçada devem estar fazendo Abel se perguntar se o time (que quer ajudar Rhaynner a voltar a balançar as redes) deverá ceder a pressão das arquibancadas e deixar quem treinou bater as penalidades.

De qualquer forma, a atuação dos jovens serviu de alerta aos consagrados medalhões, que parecem mais preocupados em atuar fora de campo do que dentro das quatro linhas. Cuidado, não se acomodem porque tem um jovem com olho de tigre atrás da sua vaga.

                                                       Flamengo2x1 Bangu

Não gostei do início de Jorginho no comando do Flamengo (apesar de ter aprovado sua contratação). Na estreia, treinou no 4-2-3-1 e escalou no 4-4-2. Hoje, apesar de ter voltado a seu esquema favorito, escolheu as peças erradas.

Primeiro, Renato Santos não pode ser reserva da zaga. Alex Silva está fora de forma e é lento por natureza (até por seu tamanho) e Wallace é limitado. Luiz Antônio também não é, nem nunca será lateral. Apesar de bom nas incursões pelo lado direito, ele não sabe marcar, fica perdido nas cobertuas e o cruzamento é deficiente. Diante desse quadro, ele poderia ser utilizado como ala, num esquema com três zagueiros.

Segundo, Elias, apesar de ter sido escalado como segundo volante, onde não rende tanto, foi o melhor jogador na primeira etapa. Quando foi deslocado para a lateral direita, mostrou conhecimento tático de posicionamento, mas sua atuação caiu demais. Depois, Carlos Eduardo segue sem ritmo e sem vontade de jogar. Rafinha parece ter imunidade e, mesmo longe de seus melhores dias, nunca é substituído. Gabriel mostrou personalidade, tentou as jogadas individuais, mas mostrou dois defeitos: precisa melhorar a finalização e o preparo físico, pois morreu na etapa final.

Na frente, Hernane é titular por falta de opção. Apesar de artilheiro do campeonato, ele atrapalha a maioria das jogadas, já que não consegue fazer o pivô e erra passes demais. Além disso, a falta de velocidade também prejudica o sistema de jogo veloz que a equipe tenta imprimir.

Não vou nem comentar as escalações de Amaral e a entrada de Renato Abreu. Agora, temos que adimitir que Jorginho acertou ao colocar em campo Nixon e Rodolofo (outro que, nesse time não pode ser reserva). Foi devido graças a esses dois jogadores e raça, tipicamente rubro-negra,que a equipe chegou a virada. Muito pouco para pensar em um resto de ano tranquilo....

OBS: A escalação que eu sugiro, no 4-2-3-1, sem um centroavante de ofício e aproveitando-se da juventude e velocidade seria: Felipe, Leo Moura, Gonzales, Renato Santos e João Paulo, Cáceres, Elias, Rafinha, Rodolfo e Gabriel, Nixon.






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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Goleada do Bota, Vágner Love e Vasco 100%

                                                  
                                                   Sexta Rodada da Taça Guanabara

                                                   Botafogo 4x1 Bonsucesso
Quem olha o placar final do jogo, pode ter a impressão que foi uma vitória fácil do alvinegro. Entretanto, até a entrada de Herrera, aos 25 minutos do segundo tempo, a peleja foi mais equilibrada do que se poderia imaginar.
Evidentemente, a maior qualidade técnica do Botafogo se fez presente e, apesar das más atuações de Felipe Menezes e do seu miolo de zaga, conseguiu abrir uma vantagem de 2x1, com gols de Maicossuel e Loco Abreu (que também desperdiçou uma penalidade máxima), com Adriano Magrão descontando.
Somente após a entrada do atacante argentino é que as jogadas começaram a fluir. Saindo de um 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, o time ficou melhor destribuido em campo. Herrera acabou premiado ao marcar os dois últimos tentos do triunfo.
Os três pontos foram importantes para mostrar que o Fogão está em plena evolução. E serviu, principalmente, para que o time se classifique para as semifinais da Taça Guanabara com um simples empate diante do Macaé, na derradeira rodada da competição.

                                                          Flamengo 2x0 Nova Iguaçú
Podendo pela primeira vez contar com um atacante de qualidade, Joel Santana saiu da sombra de Luxa ao armar o Flamengo em um 4-3-1-2 em losango. Willians era o responsável pela cabeça de área. Luiz Antônio saia pelo lado direito e Renato Abreu pelo esquerdo. Na armação, Ronaldinho criava as jogadas para Deivid e Love.
As alterações deixaram a equipe mais bem distribuida no gramado. Ronaldinho participou mais dos lances e não apenas se escondeu na ponta esquerda. Deivid passou a jogar como sabe e gosta, ou seja, como atacante de movimentação, deixando o estreante do dia mais fixo a frente. O time ganhou principalmente em profundidade, um dos grandes pecados da Era Luxemburgo.
O primeiro gol saiu com a participação dos homens de frente. Ronaldinho deu ótimo passe a Love, que bateu para defesa do goleiro. No rebote, Deivid marcou. Mesmo sem conseguir marcar mais gols na primeira etapa, a melhora do time foi grande.
Talvez já pensando na estréia da Libertadores, o rubro-negro diminuiu sensivelmete o ritmo nos 45 minutos finais. Love praticamente não apareceu, sentindo a falta de ritmo. E para não fugir da rotina, a defesa andou batendo cabeça e proporcionando alguns sustos aos torcedores. Quando parecia que o Nova Iguaçú estava "gostando do jogo", Renato Abreu decidiu a parada, com uma bomba de falta.
Se por um lado Joel já pode ficar animado com a melhora de sua equipe, por outro, deve estar preocupado para o jogo de quarta feira. Sem poder conta om Vágner Love, o treinador deve optar pela escalação de Botinelli, adiantando Ronaldinho para o ataque. E, essa escalação já mostrou que não é confiável, já que o time fica sem poder de fogo.

                                                            Vasco 2x1 Fluminense
Depois de um começo de partida alucinante, com oportunidades perdidas de lado a lado, foi o tricolor que, comandado por Deco, mandou no primeiro tempo. A vantagem de 1x0 apenas foi injusta tamanho o domínio exercido pela equipe de Abel Braga. Fred e Thiago Neves, o autor do gol, também jogavam demais. O flu não só jogava bem com a bola nos pés, mas marcava muito, especialmente as descidas de Fágner. O Vasco praticamente não jogou.
O panorama da partida se alterou completamente na etapa final. Com William Barbio aberto pela direita, dando uma mão a Fágner, o time da Cruz de Malta equilibrou a partida e chegou merecidamente ao empate através de Alecsandro, em assistência do lateral direito.
A partir daí, um outro personagem entrou em cena. O árbitro deixou de assinalar penalti claro em cima de Carlinhos e passou a inverter faltas. irritados, os jogadores do Fluminense foram recebendo seus cartões amarelos. Quando Alecsandro marcou o seu segundo gol, os tricolores se enervaram de vez e Edinho e Fred acabaram expulsos.
Enquanto o time de Cristovão Borges segue com 100% de aproveitamento e praticamente garantido nas semifinais da Taça Guanabara, o flu precisará vencer seus dois últimos compromissos e ainda depender do resultado de Vasco e Boavista.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A chave para o título

Obviamente que o empate desta noite, diante do Atlético-go, em um São Januário lotado, não fazia parte dos planos Cruzmaltinos. A vitória, deixaria a equipe com três pontos de vantagem sobre o São Paulo e com uma confiança que seria difícil de ser abalada. Porém, nem tudo foi ruim para o Vasco.

Diego Sousa, um jogador que considero a chave para as apirações da equipe carioca consquistar o pentacampeonato brasileiro, voltou a jogar bem e a liderar a equipe. Mais do que isso. Volante de boa técnica, que como muitos são adiantados para atuar como meia, vive a sua melhor fase no ano.

Parte desse sucesso deve-se a um pequeno ajuste tático. Ele passou a jogar mais aberto pela esquerda, onde consegue dessa forma ter um pouco mais de espaço e pode utilizar de sua força física para levar vantagem sobre os marcadores. Ele parece estar mais calmo e com a cabeça mais focada somente em jogar futebol. Como consequência disso, foi novamente convocad para a seleção brasileira.

Mais do que tudo, Diego sabe que precisa da tão sonhada regularidade para se tornar um jogador que faz a diferença. Essa consciência, pode ser a chave para o Vasco levantar o caneco esse ano. O camisa 10 será de fundamental importância e o ponto de equilíbrio de um dos mais fortes candidatos deste campeonato.

Obs. Agora, com as lesões de Fágner e Éder Luis, que formavam o lado direito ( o do desafogo Vascaino) mais do que nunca Diego Sousa terá que chamar para si a responsabilidade de comandar o time na arrancada para o título. Resta saber se ele terá a cabeça no lugar para aguentar esse tipo de pressão.

Neste desenho fica bem clara a liberdade que Diego Sousa tem para se movimentar no ataque do Vasco. Com as ausências de Fágner e Éder Luis (e as prováveis entradas de Allan na lateral e Bernardo no meio), fica evidente o papel fundamental que o camisa 10 terá que desempenhar para que o time continue brigando pelo campeonato.

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sábado, 17 de setembro de 2011

Liderança pela direita

Impressionante atuação do novo líder do campeonato brasileiro. Comandando as ações desde o começo do jogo, o Vasco não deu a menor possibilidade do Grêmio sequer se sentir a vontade na partida.

Com marcação adiantada e grandes atuações individuais de Fágner, Éder Luís e, especialmente, Diego Sousa, o time carioca procurou jogar de uma maneira simples e eficiente. Toda que vez pegava a bola, alguém procurava Diego. Este, imediatamente, tentava explorar o corredor que se abria ás costas de Jùlio César (ala por natureza, ainda sofria com o mau posicionamento de Rochemabck e a lentidão de Edcarlos). Foi por ali, que surgiram não só os gols, como as principais jogadas do Vasco. A eficiência foi demonstrada quando, ao final do primeiro tempo, tinhamos quatro finalizações para cada lado, com dois gols a favor do time de Cristovão Borges.

O time gaúcho surpreendia negativamente por, mesmo com três meias, não conseguir chegar a frente com qualidade. E olha, que eles poderiam ter explorado o lado esquerdo da defesa vascaína, onde jogava o improvisado Jumar.

A goleada acabou saindo naturalmente. E veio a premiar o melhor time do Brasil nesta semana. E, segundo a previsão deste blogueiro, o Vasco segue firme na briga pelo título, nesta gangorra que é o campeonato. Resta agora secar o Corinthians amanhã.

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sábado, 30 de abril de 2011

Decisão equilibrada- Prévia de Flamengo x Vasco

Acontece neste domingo a Final da Taça Rio, equivalente ao segundo turno do campeonato carioca. E uma velha rivalidade está de volta nesta decisão. Flamengo x Vasco, o Clássico dos Milhões, chamado assim por reunir as duas maiores torcidas do estado. Se o Rubro-negro vencer, repetirá o feito do Botafogo do ano passado, do Vasco de 98 e do próprio Fla e 96 (apenas para citar os mais recentes). Para o Vasco, a situação lembra muito a da decisão de 1981, quando precisava de 3 vitórias seguidas para conquistar o caneco. Na ocasião, venceu duas e acabou derrotado na terceira partida.

Depois desse panorama histórico, voltemos ao presente. A partida de amanhã tem tudo para ser bastante equilibrada (inclusive, meu palpite é que o Flamengo vença na disputa de penaltis). Se a partida fosse disputada a 1 semana atrás, não teria dúvidas em afirmar que o Vasco seria o grande favorito. Porém, depois da contusão de Ronaldinho Gaúcho, Luxemburgo parece ter finalmente achado a formação ideal.

No Vasco, os pontos fortes são a segurança do goleiro Fernando Prass, a boa dupla de zaga, inclusive com o gigante Dedé tornando-se uma arma nas bolas aéreas ofensivas. Se as laterais não parecem confiáveis, do meio para a frente o time da Cruz de Malta vai bem, obrigado. Felipe Bastos é um volante que marca menos do que joga e têm uma bomba de longe que pode deicidir uma partida amarrada. Felipe reencontrou seu bom futebol e dá passes que só ele parece enxergar. Diego Sousa se ainda não rendeu o esperado, sempre é um motivo de preocupação para o adversário por sua força física. O ataque funciona e se entende de maneira harmonica. O velocista Éder Luis é o responsável por jogar mais aberto e puxar os contra-ataques enquanto Alecsandro é o típico finalizador. Ricardo Gomes pode apenas lamentar o fato de não possuir muitas opçõesno banco de resvervas.

Já no Flamengo, uma das suas grandes armas, o lateral Léo Moura está vetado. No entanto, o garoto Galhardo tem jogado com desenvoltura. A zaga e a lateral-esquerda seguem sendo o ponto mais fraco de um time que apesar da longa invencibilidade só agora parece encorpar de vez. Williams pode ser o termômetro do time na decisão. Se jogar como em 99% das vezes, destruindo com destreza mas errando os passes, o time deve sentir. Contudo, se repetir suas duas últimas atuações e além de marcar sair para o jogo com efeiciência, não vejo como o Vasco possa anulá-lo. Renato Abreu, agora escalado como segundo volante, é outro que em uma patada de fora da área pode resolver o jogo. E, jogando mais atrás ele têm o espaço para fazer isso, além de qualificar a saída de bola. Thiago Neves vem sendo o grande destaque do fla na temporada. É um jogador acima da média e poder resolver. Bottineli, finalmente escalado onde sabe jogar (como meia mais centralizado) vem crescendo de produção e pode ajudar o time. Com sua escalação confirmada, Ronaldinho vai sentir a falta de ritmo, mas deverá compensar com sua categoria. Também é uma ameaça constante nas faltas. A dúvida de Luxemburgo segue sendo o centroavante. Se escalar Deivid, ganha um jogador de mais mobilidade, que se entende melhor com os meias hablidosos do time. Se optar pelo trombador Wanderley, perde em qualidade técnica, mas ganha em força física, presença de área e em um jogador que pode prender um zagueiro e fazer bem o papel de pivô. No banco, Luxa conta com mais e melhores opções para tentar mudar o andamento da partida. E, se a decisão for para os penaltis, o Flamengo sabe que sempre poderá contar com o goleiro Felipe, que vem se mostrando um especialista nesse quesito.

Não esperem aquele jogo solto, aberto, ofensivo. Por já estar na decisão, acredito que o Flamengo saia mais para o jogo, tentando resolver o campeonato já amanhã. Acredito que o Vasco irá esperar o erro e a demora na recomposição defensiva do Fla para atacar com segurança. O time dirigido por Ricardo Gomes também deve explorar e muito, as bolas altas, calcanhar de Aquiles da defesa Rubro-Negra. O que posso garantir aos amigos é que teremos emoção de sobra na volta desse tão tradicional clássico as decisões.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Guarani 1x0 Vasco- Gols perdidos e erros de arbitragem

-Em breve, volto para comentar mais uma vitória em casa do Bugre contra um Vasco que se perde pouco também quase não ganha.

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sábado, 4 de setembro de 2010

Momentos distintos- Ceará 0x2 Vasco

-Pc Gusmão chegou ao décimo-oitavo jogo de invencibilidade no Campeonato Brasileiro enfrentando justamente seu ex-time. E, o primeiro tempo foi um jogo truncado, mas no qual a equipe Cearense esteve superior.
-Porém, na única pontada que deu no ataque, o Vasco abriu o marcador em jogada de Carlos Alberto, Éder Luís e gol de Zé Roberto.
-Na etapa final, o Vozão continuou tendo mais posse de bola e até chegando mais a frente e criando mais oprtunidades, mas novamente que marcou foi o time Carioca, através do bom volante Felipe Bastos.
-O jogo deixou desenhado o que ambos podem fazer na competição. Enquanto o Ceará atravessa um momento de turbulencia(tendo inclusive esta sido a sua primeira derrota jogando em casa), que está resultando em sua queda livre na tabela de classificação, o Vasco segue em ascenção e mostra ao seu torcedor que, se Carlos Alebrto, Felipe, Zé Roberto, Éder Luís e Felipe Bastos conseguirem se manter em forma e livre de contusões(e confusões), o time pode vislumbrar algo mais do que a classificação a Copa Sul-Americana...

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domingo, 29 de agosto de 2010

Ficou de bom tamanho para o dono da casa- Vasco 1x1 Cruzeiro

-Dizer que o Cruzeiro tem hoje um time muito superior ao do Vasco é chover no molhado. E isso foi comprovado na partida de ontem.
-A Raposa já havia perdido várias oportunidades. Montillo jogava solto e Fernando não conseguia acompanhar Wellington Paulista. O time Mineiro era muito superior na partida.
-Felipe, que jogava como segundo homem de meio de campo, saiu lesionado. A entrada de Allan porém, em nada mudou o panorama da partida.
-Incrivelmente, Zé Roberto fez um golaço de fora da área e abriu o marcador. Enquanto a torcida ainda comemorava o resultado extremamente injusto, Fernando acabou por fazer um gol contra, depois de mais um bate e rebate na área Vascaína.
-Mesmo voltando disposto a apenas explorar os contra-ataques na segunda etapa, o Cruzeiro permaneceu melhor.
-O Vasco jogou retraído demais e por pouco não saiu de campo derrotado. E o milagre maior ainda quase aconteceu. No último lance da partida, o mesmo Fernando que marcara contra, quase por pouco não marcou o gol da vitória Cruzmaltina. Mas sair com a vitória ontem já era abusar demais da sorte...

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domingo, 22 de agosto de 2010

Um empate justo-Vasco 2x2 Fluminense

-Se não foi um jogaço pelo lado técnico, ninguém pode reclamar de falta de emoção no clássico carioca que reunia os dois melhores times do campeonato no pós-copa.
-Com Conca muito livre para armar o jogo e Mariano passando como queria pelo improvisado ala esquerdo Felipe, não foi surpresa ver o Flu abrir o marcador logo no começo da partida, através de Gum.
-Inexplicavelmente porém, o Tricolor recuou demais e passou a dar campo ao Vasco. Carlos Alberto incomodava nas jogadas individuais e só era parado com faltas. Depois de ter amarelado Leandro Euzébio e Gum, ele ficou livre para descobrir Éder Luís sozinho para empatar a partida.
-Pc Gusmão percebendo que Mariano deitava e rolava em cima de Felipe, ajeitou seu sistema defensivo ao colocar Nílton marcando por lá na defesa e abrir o veloz Éder Luís no ataque. Assim conseguiu prender mais o excelente ala Tricolor.
-Apesar de ter sido superior durante quase todo o primeiro tempo, perecbia-se claramente que Felipe e Zé Roberto destoavam do restante da equipe(isso ia se confirmar depois)
-A superioridade Cruzmaltina continuou na segunda etapa. Mais uma vez Carlos Alberto deu lindo passe para Fágner se aproveitar de mais uma falha do miolo de zaga do Flu e fazer 2x1.
-Quem via o jogo nesse momento via que só um erro do Vasco poderia tirar a tranquilidade do time. E não aconteceu apenas um erro, e sim dois. Primeiro foi Felipe que poderia ter dado um chutão para afastar a bola e tentou driblar dentro da área, perdendo a bola para Émerson. Na continuação da jogada, a pelota sobrou para Zé Roberto que bobeou e deixou Júlio César lhe tomar a bola e empatar a partida.
-Logo em seguida aconteceu o momento tão aguardado pelos torcedores do Fluminense. Deco entrou em campo. Para que ele pudesse jogar, Muricy recuou um pouco Conca. Uma pena que o "Luso-Brasileiro" estivesse tão fora de ritmo a ponto de perder um gol que Val Baiano não perderia.
-Nos últimos 15 minutos, foi o Flu quem mandou no jogo, com muito mais volume de jogo, mas quem desperdiçou a derradeira oportunidade foi o Vasco, com Carlos Alberto, após grande jogada individual.
-Como se ve, a partida foi extremamente equilibrada e o resultado acabou sendo o mais justo. Contudo, os dois times tem aspectos a lamentar. O Tricolor viu sua diferença para o Corinthians diminuir para apenas dois pontos e o Vasco perdeu a chance de se aproximar de vez ao G-4.

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domingo, 1 de agosto de 2010

Um clássico nota 0-Flamengo 0x0 Vasco

 Foi uma partida fraquíssima no Maracanã. Nem de perto lembrou a tradição do "clássico dos milhões" ou a genialidade de seus maiores ídolos, hoje dirigentes, Zico e Roberto Dinamite. Pelo lado rubro-negro, com Val Baiano pesado, preso entre os zagueiros e sem conseguir dominar uma bola sequer. Já os Cruzmaltinos só conseguiam ameaçar em jogadas individuais, especialmente de Zé Roberto, que tinha uma boa estréia.
 Mesmo melhor em campo, o Vasco não conseguia superar a defesa do Flamengo. Arriscava então, os chutes de longa distancia. E, foi assim que teve as melhores oportunidades, obrigando o bom goleiro Marcelo Lomba a realizar pelo menos duas defesas difíceis.
 O panorama da partida mudou um pouco no segundo tempo. Felipe e Zé roberto caíram de produção, sentindo a falta de ritmo de jogo. Foi quando o Fla começou a ganhar o meio de campo e melhorar um pouco na partuda.
 Com a entrada de Vinícius Pacheco (ou será que foi com a saída de Val Baiano) o Mengo passou a dominar o meio de campo. Mesmo assim, apesar de rondar a grande área Vascaína, não ameaçava o gol de Fernando Prass, pois faltava sempre qualidade no último passe.
 PC Gusmão colocou Carlos Alberto e Éder Luís em campo. Porém, as alterações não surtiram o efeito desejado. Pelo lado do Rubro-Negro, Rogério Lourenço sacou Williams e fez entrar Michael. Fazendo boa dupla com Juan, o Fla passou a ameaçar mais. Faltava, contudo, um centroavante finalizador para colocar a bola para o fundo das redes.
 E esse defeito ficou claro quando aos 41 minutos, Vinícius Pacheco, Borja e Juan perderam 3 gols seguidos na mesma jogada. Não se pode tirar os méritos de Fernando Prass, que chegou a lembrar e muito, a sequencia de defesas do Uruguaio Rodlofo Rodriguez, na década de 80. Erros com esses, em um clássico disputado e ruim, são fatais.
 No fim das contas, o 0x0 foi bem a cara do jogo. Um jogo ruim, pavoroso, em que nenhuma das equipes mereceria sair vencedora. Nota 0 para o clássico dos milhões.

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