quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jogos da Rodada- Quarta, dia 19/02

                                                        Bangu 0x2 Vasco

-O primeiro tempo vascaíno foi horroroso. Nada, nem mesmo os erros grotescos da arbitragem no clássico de domingo, muito menos o calor ou o gramado ruim de Moça Bonita podem servir de desculpa para tão pífio futebol.

-Felipe Bastos, atuando aberto pela direita, não funcionou. Muito menos o estático Edmílson, enfiado entre os zagueiros banguenses. Tão pouco a insegurança de Rafael Vaz, responsável por 90% dos chutões dados pela equipe. Claro que a excelente marcação do Bangu contribuiu para dificultar as coisas. Mas a falta de inspiração foi total na etapa inicial.

-Justamente quando o Bangu começava a se aventurar a frente, Adilson Batista mexeu na equipe e melhorou o seu rendimento. Colocou o jovem Thales, que com muita movimentação, abriu os até então escassos espaços na retaguarda do time da casa. A entrada de Montoya também fez a diferença. Atuando sempre em velocidade, o colombiano trocou de lado constantemente e ajudou a confundir a marcação. Não foi mera coincidência que os dois acabaram premiados, marcando os tentos do triunfo.

-A vitória foi importante, para aliviar um elenco revoltado, antes da partida contra a Cabofriense, grande surpresa da competição até o momento. Mesmo assim, Adilson deve estar com uma pulga atrás da orelha, depois da boa atuação dos reservas.

                                                      Macaé 0x1 Fluminense

-Mais uma vez, o tricolor flertou com o perigo. Começou de maneira preguiçosa e quando era dominado pelo Macaé, prevaleceu a maior categoria de seus astros, Conca, que cobrou a falta e Fred, que marcou e acabou com um longo jejum de gols. Apesar da felicidade por voltar a balançar as redes, eu assinalaria falta do atacante no zagueiro.

-Depois disso, o jogo ficou chato. O Macaé tentava atacar, mas esbarrava na sua insuficiência técnica. A melhor chance veio numa falta cobrada por Hernani e que Diego Cavalieri espalmou para córner.

-Enquanto isso, o flu pouco ameaçava. As poucas oportunidades apareciam quando Conca, Jean e Fred se aproximavam. Assim aconteceu em uma finalização de Fred que explodiu no travessão. Felipão deve ter aplaudido de pé.

-Quando a noite não é boa, nem mesmo o xodó consegue mudar o panorama das coisas. Desta vez, Walter pouco tocou na bola. Mesmo assim, foi ovacionado pela torcida.

-Resumo da ópera em Macaé. O Fluminense jogou com o freio de mão puxado, atuando apenas para o gasto. Pode e deve ser o caso de Renato Gaúcho poupar alguns dos titulares após o clássico do fim de semana, contra o Botafogo.

                                                        Flamengo x Madureira

-No último jogo do dia, mais do mesmo. O tricolor suburbano jogou fechadinho, no 3-6-1 e tentou especular em contra ataques que inexistiram. Pior, se a proposta era jogar retrancado, a equipe deu espaços demais nas laterais, especialmente bem aproveitados por Gabriel e João Paulo, na esquerda.

-Usando e abusando da velocidade (embora na maioria das vezes sem resultados concretos) de Rodolfo, Gabriel e Negueba, o Flamengo foi superior nos primeiros 45 minutos. Tanto que o 2 a 0 não foi nada exagerado para o domínio rubro-negro.

-Aliás, temos que louvar o lançamento preciso, de pelo menos 30 metros que Muralha (um dos destaques da partida) fez no lance do segundo gol, anotado pelo outrora perseguido Negueba. Gérson, o canhotinha de ouro assinaria o lance.

-Na etapa final, o Madureira abriu mão de um zagueiro, e postou-se no 4-5-1, diminuindo assim os espaços em sua defesa. Como resultado disso, o Flamengo passou a ter mais dificuldades nos lançamentos longos e começou a errar também os passes curtos.

-De qualquer forma, os reservas do time da Gávea cumpriram seus objetivos. Conquistaram os três pontos e deram um descanso aos titulares. Só não conseguiram os dois gols a mais para que a equipe assumisse a liderança do campeonato já nesta noite. Por enquanto, mesmo que no saldo de gols, a Taça Guanabara está indo para as Laranjeiras.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Terceira rodada da Taça Rio- Vasco e Fla sofrem, Flu, numa boa

A rodada dessa quarta, a terceira da Taça Rio, proporcionou sentimentos distintos para os torcedores de Vasco, Fluminense e Flamengo. Vamos a uma breve análise de cada uma dessas equipes.

                                                                Vasco 0x0 Olaria

O problema do time da colina não é e nunca foi treinador (apesar de concordar que Gaúcho não era o melhor nome). A verdade é que o elenco do Vasco é limitado.

Paulo Autori estreou com pouco tempo de trabalho e já pressionado pelas três derrotas consecutivas. Talvez por isso, e pelas dimensão acanhada do campo de Moça Bonita, ele tenha optado pela escalação de Felipe Bastos, dono de um potente tiro de longa distância.

Porém, ao barrar Pedro Ken, Autuori sacou o mais regular jogador do seu time. Como consequência, o primeiro tempo do Vasco foi horroroso. Na etapa final, o treinador corrigiu seu erro e, num passe de mágica, sua equipe subiu de produção.

Mesmo sem agradar seus torcedores, o time cresceu, pressionou e teve chances de vencer. Acontece que, quando a fase é negra, nada dá certo. Éder Luís desperdiçou uma oportunidade incrível. Carlos Alberto, Tenório, Sandro Silva, ninguém esteve bem.

Praticamente eliminado do carioca, resta ao Vasco tentar arrumar a casa para a disputa do brasileiro. Todavia, nem isso será uma tarefa fácil. Não existe dinheiro para contratações, Dedé deve ser negociado em breve e nem mesmo as categorias de base o time pode recorrer. O sofrimento em São Januário parece que irá continuar por algum tempo.

                                                              Fluminense 3x1 Macaé

A vitóri tricolor foi importante, não só pra colocar o time na liderança provisória do grupo (o Resende joga amanhã). A partida valeu também para mostrar que exsite alternativa para os medalhões.

A má fase de Deco, Edinho, Sóbis, Valencia e outros jogadores importantes na recentes conquistas estavam começando a afetar o time, que não só não atuava bem, como não vencia. As entradas de Marcos Júnior, Rhaynner e, especialmente, Michael, mostraram que não só existe uma alternativa, uma sombra aos titulares, como também para provar que o trabalho de base de Xerém vem sendo muito bem realizado.

Falando do jogo, obviamente que Michael, autor dos três gols, tinha tudo para ser o assunto principal desse post. Afinal, o garoto mostrou oportunismo, faro de gol e boa técnica. Contudo, Rhaynner e seu jejum de gols que já dura mais de dois anos será destacado. O atleta é adorado pela torcida, por sua entega e perseverança, mas,novamente se candidatou a cobrar um pênalti e irritou Abel Braga.

O fato é que sua atitude e a cobrança desperdiçada devem estar fazendo Abel se perguntar se o time (que quer ajudar Rhaynner a voltar a balançar as redes) deverá ceder a pressão das arquibancadas e deixar quem treinou bater as penalidades.

De qualquer forma, a atuação dos jovens serviu de alerta aos consagrados medalhões, que parecem mais preocupados em atuar fora de campo do que dentro das quatro linhas. Cuidado, não se acomodem porque tem um jovem com olho de tigre atrás da sua vaga.

                                                       Flamengo2x1 Bangu

Não gostei do início de Jorginho no comando do Flamengo (apesar de ter aprovado sua contratação). Na estreia, treinou no 4-2-3-1 e escalou no 4-4-2. Hoje, apesar de ter voltado a seu esquema favorito, escolheu as peças erradas.

Primeiro, Renato Santos não pode ser reserva da zaga. Alex Silva está fora de forma e é lento por natureza (até por seu tamanho) e Wallace é limitado. Luiz Antônio também não é, nem nunca será lateral. Apesar de bom nas incursões pelo lado direito, ele não sabe marcar, fica perdido nas cobertuas e o cruzamento é deficiente. Diante desse quadro, ele poderia ser utilizado como ala, num esquema com três zagueiros.

Segundo, Elias, apesar de ter sido escalado como segundo volante, onde não rende tanto, foi o melhor jogador na primeira etapa. Quando foi deslocado para a lateral direita, mostrou conhecimento tático de posicionamento, mas sua atuação caiu demais. Depois, Carlos Eduardo segue sem ritmo e sem vontade de jogar. Rafinha parece ter imunidade e, mesmo longe de seus melhores dias, nunca é substituído. Gabriel mostrou personalidade, tentou as jogadas individuais, mas mostrou dois defeitos: precisa melhorar a finalização e o preparo físico, pois morreu na etapa final.

Na frente, Hernane é titular por falta de opção. Apesar de artilheiro do campeonato, ele atrapalha a maioria das jogadas, já que não consegue fazer o pivô e erra passes demais. Além disso, a falta de velocidade também prejudica o sistema de jogo veloz que a equipe tenta imprimir.

Não vou nem comentar as escalações de Amaral e a entrada de Renato Abreu. Agora, temos que adimitir que Jorginho acertou ao colocar em campo Nixon e Rodolofo (outro que, nesse time não pode ser reserva). Foi devido graças a esses dois jogadores e raça, tipicamente rubro-negra,que a equipe chegou a virada. Muito pouco para pensar em um resto de ano tranquilo....

OBS: A escalação que eu sugiro, no 4-2-3-1, sem um centroavante de ofício e aproveitando-se da juventude e velocidade seria: Felipe, Leo Moura, Gonzales, Renato Santos e João Paulo, Cáceres, Elias, Rafinha, Rodolfo e Gabriel, Nixon.






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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Agonia e êxtase


                                                                         Agonia

No apertado campo de Conselheiro Galvão, o renovado e desfalcado Flamengo nao teve competência suficiente para vencer o Madureira. O resultado serviu para frear a euforia que já tomava conta de parte da torcida. Ainda há muito o que se fazer na Gávea, mesmo com a nova diretoria agindo com correção e discrição fora das quatro linhas.

A partida começou com o Fla tentando se acostumar ao calor e as dimensões reduzidas do alçapão suburbano. As melhores jogadas saiam pela direita, com boas tabelas entre Leo Moura e Rafinha. Faltava, entretanto, capricho na última bola. Ibson e Rodolfo eram os melhores em campo. E foi deles a jogada do gol, marcado pelo camisa sete. Ao não comemorar, Ibson demonstrou insatisfação com a forma profissional que o clube vem sendo gerido. Perdeu boa oportunidade de ficar calado.

Na etapa final, o rubro-negro caiu assustadoramente de produção. O Madureira aproveitou-se disso, cresceu e passou a mandar na partida. O empate veio através de um pênalti bobo cometido pelo jovem Felipe Dias. Assim como no primeiro tempo, o Fla só jogava pelo lado direito, deixando Nixon e depois Adryan abandonados na esquerda. Sem ter mais forças, o empate acabou sendo o resultado mais justo. Parece que a agonia ainda vai demorar um tempo pra passar.

                                                                       Êxtase

A noite, em partida que comentei pela Rádio Vavel Brasil, o São Paulo praticamente garantiu sua vaga na fase de grupos da Libertadores, com uma goleada por 5 a 0 sobre a fraca equipe do Bolívar.

Atuando em um 4-2-1-3, com Denílson e Welington na proteção a zaga, Jádson na armação, Aloísio pelo lado direito, Osvaldo no esquerdo e Luís Fabiano centralizado,o tricolor tirou partido da maração em linha da zaga boliviana para, com velocidade e penetrações, deitar e rolar. Méritos para Ney Franco que sacou o cerebral, porém lento Ganso e optou pela velocidade. Assim, não foi surpresa que o primeiro tempo tenha terminado com 3 a 0 para o São Paulo.

Mesmo tirando nitidamente o pé do acelerador na etapa complementar, o tricolor, quando quis, acelerou o jogo e marcou mais duas vezes. O que chama mais atenção foi o fato do time paulista não ter nem sequer jogado tão bem assim. A diferença técnica entre as equipes é colossal. Mesmo sem forçar o ritmo, a goleada veio ao natural.  Na semana que vem, na altitude de La Paz, o São Paulo pode até perder o jogo, mas não perderá a sua classificação.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Erros não podem encobrir defeitos

A derrota de virada do Flamengo diante do Boavista, na notite de ontem, foi recheada de polêmica. É certo que a atuação do árbitro Felipe Gomes da Silva foi confusa e ruim. Desde o início da partida, ele mostrou não ser forte no aspecto disciplinar, deixando entradas perigosas sem punição. Com isso, o "pau comeu solto" no gramado do Moacyrzão.

Ele acabou errando também em pelo menos três lances capitais. No primeiro, não expulsou Tony, que deu uma entrada criminosa em Willians. No segundo, não assinalou pênalti de Galhardo, que puxava Shelson pela camisa, na cobrança de um escanteio (aqui, abro um parêntese para dizer que ao menos neste lance, ele seguiu seu critério. Se marcasse a penalidade máxima nesta jogada, teria que marcar em toda escanteio ou cruzamento sobre a área, pois sempre acontecem lances iguais). No terceiro, ele validou um gol marcado claramente de mão. O pior de tudo, é que ele estava bem posicionado no lance (E, agora me respondam. Pra que serve aquele auxiliar que fica atrás dos gols, se ele não consegue ver um lance como esse ou até mesmo um escanteio claro, como aconteceu em Vaso 2x1 Fluminense, na Taça Guanabara?)

Entretanto, o que não podemos permitir é que esses erros ada arbitragem escondam mais uma péssima atuação do Flamengo. Novamente escalado com três volantes, o time não conseguiu render. Até que começou bem a partida, ao fazer 1x0 com cinco minutos. Depois, parou. A equipe não consegue trocar passes, a bola chega sempre dividida para os atacantes. Não existe velocidade e criatividade então, é algo que passa longe da Gávea.

Acontece que isso tudo era de se esperar que acontecesse. Não se pode exigir de Willians, Muralha, Airton, Maldonado, Renato Abreu e compania limitada que façam o que não sabem fazer. O que mais me preocupa é saber que mesmo infestado de volantes, o time levou gol do Lanús, do Resende e tomou as viradas de Vasco e do Boavista. É simplesmente inadmissível que uma defesa teoricamente tão bem protegida, sofra com tantas oportunidades criadas pelo adversário (ontem, o Boavista teve mais chances concretas de gol do que o Fla).

E de quem é a culpa dessa situação? Apontar apenas para Joel Santana é leviano e injusto. Afinal, o treinador sempre teve como característica os times com a parte defensiva se sobrepujando aos ataques. Desde seu começo de carreira como treinador, todos sabemos que ele adora meios de campo recheados com cabeças de área. Sempre foi assim. E não será agora que isso irá mudar. Pior, ao não prestigiar a base rubro-negra (que ao menos poderia dar uma referência de velocidade ao time, coisa que hoje não acontece), Joel corre o risco de desperdiçar a geração mais promissora do clube, desde 1990.

A resposta para a pergunta que fiz no parágrafo anterior é simples. A culpa é única e exclusivamente deu quem o contratou. O estilo de Joel não pode ser adotado por grandes clubes, que tenham o peso da camisa. Times que são obrigados a jogar no ataque por seus torcedores inflamados. Pois é Presidenta Patrícia Amorim. Infelizmente, você lembrou seus tempos de nadadora e deu um tiro na água com essa contratação. E agora, quem paga com isso são os torcedores que vão sofrer seja contra o Boavista, seja contra o Barcelona.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fla e Flu no sufoco!

                                                     Sétima Rodada da Taça Guanabara- Parte 1
                                                     Resende 1x3 Flamengo
Se Joel Santana continuar a escalar três ou quatro volantes por jogo, a torcida do Flamengo pode se preparar para sofrer. Hoje, precisando da vitória para garantir a clasificação, sem depender do resultado do Botafogo, foram 45 minutos jogados fora, ou melhor, não jogados pelo time!  Vale ressaltar, inclusive, que a melhor oportunidade de gol da etapa inicial foi do Resende, quando Marcel mandou a bola no travessão de Felipe.

Lento e sem inspiração, o Flamengo não conseguia se acertar. Willians, Aírton e Luis Antônio erravam muitos passes. Ronaldinho se escondia na ponta esquerda enquanto Deivid e Love praticamente não participavam da partida.

Quando Joel resolveu abrir mais o time ao colocar Bottinelli, a equipe melhorou. Contudo, a defesa voltou a falhar pelo alto e o Resende abriu o marcador. Se vendo acuado, o Fla respondeu a altura. Ronaldinho passou a participar mais do jogo (também porque pegava a bola e tinha mais opções de passe). E foi do craque o gol de empate, de cabeça.

Nem bem o Resende tinha assimilado o gol de empate, Leo Moura, o melhor joagdor do time disparado nesse início de temporada, recebeu passe de Bottinelli e cruzou rasteiro. Vágner Love mostrou seu faro de gol ao se antecipar ao goleiro e marcar o seu primeiro gol nessa volta ao clube.

Ainda haveria tempo do novo de Negueba, o novo xodó de Joel, entrar em velocidade, em posição irregular (na minha opinião), e fechar o placar. Flamengo na semifinal para enfrentar o Vasco 100% no campeonato. Desde já faço uma aposta com os leitores. Com quantos volantes o folclórico e superestimado treinador rubro-negro entrará na quarta feira de cinzas? É esperar para ver.

                                                                     Fluminense 3x0 Bangu
Quem assistiu os primeiros 20 minutos do jogo não imaginava que o tricolor precisava da vitória para tentar a classificação. o Flu foi um time que errou muitos passes, não se movimentava e não ameaçava a meta do fraquissímo time do Bangu.

Desta forma, só mesmo um pênalti bobo, cometido em Wellington Nem, poderia salvar o time de Abel Braga. Fred cobrou com categoria e abriu o marcador. A partir daí, tudo ficou mais fácil. O Bangu se perdeu em campo e a superioridade técnica do Fluminense era tão grande que o time chegou naturalmente ao 3x0, sem nem ao menos forçar o ritmo. Os outros gols foram marcados por Araújo e Wellington Nem, este ao meu ver, o melhor jogador na partida de hoje.

Agora, o flu enfrenta na quinta feira o Boafogo, pela semifinal da Taça Guanabara. Se quiser vencer no entanto, terá que deixar de lado a preguiça com a qual jogou hoje.

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sábado, 30 de abril de 2011

Decisão equilibrada- Prévia de Flamengo x Vasco

Acontece neste domingo a Final da Taça Rio, equivalente ao segundo turno do campeonato carioca. E uma velha rivalidade está de volta nesta decisão. Flamengo x Vasco, o Clássico dos Milhões, chamado assim por reunir as duas maiores torcidas do estado. Se o Rubro-negro vencer, repetirá o feito do Botafogo do ano passado, do Vasco de 98 e do próprio Fla e 96 (apenas para citar os mais recentes). Para o Vasco, a situação lembra muito a da decisão de 1981, quando precisava de 3 vitórias seguidas para conquistar o caneco. Na ocasião, venceu duas e acabou derrotado na terceira partida.

Depois desse panorama histórico, voltemos ao presente. A partida de amanhã tem tudo para ser bastante equilibrada (inclusive, meu palpite é que o Flamengo vença na disputa de penaltis). Se a partida fosse disputada a 1 semana atrás, não teria dúvidas em afirmar que o Vasco seria o grande favorito. Porém, depois da contusão de Ronaldinho Gaúcho, Luxemburgo parece ter finalmente achado a formação ideal.

No Vasco, os pontos fortes são a segurança do goleiro Fernando Prass, a boa dupla de zaga, inclusive com o gigante Dedé tornando-se uma arma nas bolas aéreas ofensivas. Se as laterais não parecem confiáveis, do meio para a frente o time da Cruz de Malta vai bem, obrigado. Felipe Bastos é um volante que marca menos do que joga e têm uma bomba de longe que pode deicidir uma partida amarrada. Felipe reencontrou seu bom futebol e dá passes que só ele parece enxergar. Diego Sousa se ainda não rendeu o esperado, sempre é um motivo de preocupação para o adversário por sua força física. O ataque funciona e se entende de maneira harmonica. O velocista Éder Luis é o responsável por jogar mais aberto e puxar os contra-ataques enquanto Alecsandro é o típico finalizador. Ricardo Gomes pode apenas lamentar o fato de não possuir muitas opçõesno banco de resvervas.

Já no Flamengo, uma das suas grandes armas, o lateral Léo Moura está vetado. No entanto, o garoto Galhardo tem jogado com desenvoltura. A zaga e a lateral-esquerda seguem sendo o ponto mais fraco de um time que apesar da longa invencibilidade só agora parece encorpar de vez. Williams pode ser o termômetro do time na decisão. Se jogar como em 99% das vezes, destruindo com destreza mas errando os passes, o time deve sentir. Contudo, se repetir suas duas últimas atuações e além de marcar sair para o jogo com efeiciência, não vejo como o Vasco possa anulá-lo. Renato Abreu, agora escalado como segundo volante, é outro que em uma patada de fora da área pode resolver o jogo. E, jogando mais atrás ele têm o espaço para fazer isso, além de qualificar a saída de bola. Thiago Neves vem sendo o grande destaque do fla na temporada. É um jogador acima da média e poder resolver. Bottineli, finalmente escalado onde sabe jogar (como meia mais centralizado) vem crescendo de produção e pode ajudar o time. Com sua escalação confirmada, Ronaldinho vai sentir a falta de ritmo, mas deverá compensar com sua categoria. Também é uma ameaça constante nas faltas. A dúvida de Luxemburgo segue sendo o centroavante. Se escalar Deivid, ganha um jogador de mais mobilidade, que se entende melhor com os meias hablidosos do time. Se optar pelo trombador Wanderley, perde em qualidade técnica, mas ganha em força física, presença de área e em um jogador que pode prender um zagueiro e fazer bem o papel de pivô. No banco, Luxa conta com mais e melhores opções para tentar mudar o andamento da partida. E, se a decisão for para os penaltis, o Flamengo sabe que sempre poderá contar com o goleiro Felipe, que vem se mostrando um especialista nesse quesito.

Não esperem aquele jogo solto, aberto, ofensivo. Por já estar na decisão, acredito que o Flamengo saia mais para o jogo, tentando resolver o campeonato já amanhã. Acredito que o Vasco irá esperar o erro e a demora na recomposição defensiva do Fla para atacar com segurança. O time dirigido por Ricardo Gomes também deve explorar e muito, as bolas altas, calcanhar de Aquiles da defesa Rubro-Negra. O que posso garantir aos amigos é que teremos emoção de sobra na volta desse tão tradicional clássico as decisões.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em busca do equilíbrio

Muricy não está acostumado a ver seus times levar tantos gols. Pior, os adversários vem criando chances claras com certa frequencia, o que vem expondo as falhas do sistema defensivo Tricolor.

No sábado, quando irá enfrentar o Boavista pela semifinal da Taça Guanabara, o treinador sabe que não poderá dar moleza contra o bem armado time de Bacaxá. Essa foi uma das razões que levou Muricy a trocar um nome no time titular, mas que muda totalmente o esquema de jogo.

Até agora, o time do Fluminense jogava conforme mostra o quadro abaixo, com Edinho sendo praticamente um terceiro zagueiro, Valencia na cabeça de área, cobrindo principalmente os avanços de Mariano, já que pelo outro lado, Carlinhos desce menos ao ataque.

O problema todo acontece com os dois armadores do time. Sousa tem por carcterística jogar mais aberto pela direita. Acontece que o grande astro do Trioclor, o Argentino Conca também costuma cair por aquele lado. Some-se a isso as descidas de Mariano e temosum time "torto" com muito mais chegada pelo lado direito do que pelo esquerdo.

Nas poucas vezes que Carlinhos tem ido ao ataque, Tem ficado sem cobertura, uma vez que Valencia preferncialmente cobre o lado direito. Isso obriga a saída de um dos zagueiros (Edinho ou Gum) para o combate direto contra adversários mais velozes.

Outra questão que Muricy precisa resolver mas que vem sendo atenuada pela boa fase de ambos é a presença de dois jogadores mais de área como Rafael Moura e Fred. O segundo, até por possuir mais técnica deve sair mais e buscar o jogo, deixando o papel de referencia para o He-Man.
O que Muricy tem em mente para o confronto semifinal com a barração de Sousa e a entrada do menos técnico, porém mais tático Marquinho é encontrar o balanço não só defensivo como ofensivo.

Com a entrada de Marquinho, primeiro resolve-se o problema do time "torto". Conca pode jogar pela faixa de campo que mais lhe agrada e onde rende mais. Carlinhos já não fica tão abandonado e tanto tem compania para fazer ultrapassagens na parte ofensiva, como ganha um jogador de extrema inteligencia tática e que sabe a hora de deixar o lateal subir e ficar na cobertura, deixando os zagueiros atuarem em suas verdadeiras posições sem serem expostos ao combate direto.


Muricy sabe que esse é o momento certo para encontrar o equilíbrio ideal para o time. Afinal, enfrenta um adevrsário de menor expressão (apesar de bem armado) e que lhe permite essas experiencias. Porém, sabe-se que o treinador já está de olho na Libertadores, onde precisará de bons resultados tanto dentro quanto fora de casa, após o tropeço contra o Argentinos Juniors na estréia.

Se reencontrar esse balanço entre ataque e defesa, o atual Campeão Brasileiro passa mais uma vez a ser um dos favoritos a tudo que disputar nessa temporada. A sorte está lançada!

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

O dilema Ronaldinho

  O treinador do Flamengo Vanderlei Luxemburgo encara o seu primeiro dilema da era Ronaldinho Gaúcho. Como fazer para escalar o craque, junto com as outras estrelas da compania, sem perder o poder defensivo.

(clique na imagem para aumentar)
  A formação que será usada na partida de amanhã, contra o Boavista com dá ao craque, ao menos na teoria, uma maior liberdade de ação. Como pode-se ver no esquema acima, Maldonado joga na cabeça da área, procurando cubrir os avanços dos laterais(muito mais os de Leo Moura do que o de Egídio, que deve ficar mais preso a defesa). Willians fica encarregado de ajudar Leo Moura tanto na parte defensiva, como na ofensiva, permitindo assim que Thiago Neves derive da direita para o meio, como gosta de fazer.

Já o craque Gaúcho, teria a liberdade de poder se movimentar tanto pelo lado esquerdo, onde faria dupla com um Renato Abreu mais volante do que meia ou de encostar em Deivid, tornando-se assim um segundo atacante.

(clique na imagem para aumentar)
Já na opção que ao que parece, será a utilizada por Vanderlei quando puder contar com o Argentino Botinelli em forma e livre de lesões, Renato Abreu ou Egídio jogariam como laterais esquerdos, Maldonado seria obrigado a cobri-los especialmente se a opção for por Renato, desacostumado a jogar por ali. Willians já não teria um papel ofensivo tão importante, pois seu papel principal seria dar cobertura aos avanços de Leo Moura e eventuais buracos que possam aparecer na cabeça de área Rubro-Negra.

Na parte ofenisva, Thiago Neves caíria mais pela direita, com Botinelli, autentico "enganche" Argentino jogaria mais centralizado e Ronaldinho mais a esquerda. Ao meu ver, se não houver uma movimentação constante dos meias(o que nunca foi uma das características principais de nenhum deles), os jogadores tendem a ficar "encaixotados" e com areas de ação limitadas.

Evidentemente, tudo é uma questão de treinamento e, sabemos que estamos falando na base da teoria. Porém, se fosse origado a dar uma opinião, acredito que a primeira opção funcionaria melhor. Resta esperar para conferir se na prática, será assim mesmo.

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

As opções de Luxemburgo

No primeiro prancheta do Guga de 2011, a analise tática das 3 principais opções que Luxemburgo tem para escalar o Flamengo com seus novos reforços.

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Tem tudo para dar certo!

Passado todo o alvoroço provocado pela contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, e a maravilhosa festa que foi sua apresentação, com mais de 20.000 pessoas se apertando no campo da Gávea só para ver o craque vestir pela primeira vez o Manto Sagrado, é hora de analisar o que ela de fato pode trazer de positivo para o time da Gávea.

No campo futebolístico, o craque dentuço não precisará nem jogar todo seu brilhante futebol dos tempos de Barcelona. Basta que jogue a nível normal para que, em um futebol brasileiro tão nivelado por baixo, ele se sobressaia e carregue o Flamengo rumo a brigar pelo heptacampeonato Brasileiro.

Claro que não dá para exigir que ele faça tudo sozinho. Porém, bem coadjuvado por jogadores do quilate de Leonardo Moura, Thiago Neves e de Botinelli, RG 10 tem tudo para brilhar, sem precisar ser decisivo em todas as partidas.

No campo do marketing, o Rubro-Negro aplicou um golpe de mestre nos demais clubes. Comparável somente as contratações de Ronaldo Fenomeno e de Romário (em 95, essa para mim, a maior contratação da história do futebol brasileiro).

A quantidade de camisas que ele venderá, a exposíção da marca, o público que se amontoará nos estádios para ve-lo jogar, as cotas altas e a quantidade de amistosos. Tudo isso, fará com que as receitas e a marca Flamengo ganhem uma projeção que a Presidente Patrícia Amorim não deve ter nem sonhado alcançar.

O único senão, fica para seu comportamento extra-campo. Se Ronaldinho botar na cabeça que é um atleta e que tem tudo para voltar a Seleção, ótimo. Caso contrário, nem mesmo o novo ídolo terá a clemencia da exigente e, muitas vezes, impaciente torcida.

Com muito mais pontos positivos do que negativos, o Gáucho tem todas as armas que precisa para brilhar. Longa vida ao novo rei do Flamengo!

Obs. Para entender como o Fla vai jogar com seus novos reforços, visualize o novo post da Prancheta do Guga, logo acima.

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