quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Jogos da Rodada- Quarta, dia 19/02

                                                        Bangu 0x2 Vasco

-O primeiro tempo vascaíno foi horroroso. Nada, nem mesmo os erros grotescos da arbitragem no clássico de domingo, muito menos o calor ou o gramado ruim de Moça Bonita podem servir de desculpa para tão pífio futebol.

-Felipe Bastos, atuando aberto pela direita, não funcionou. Muito menos o estático Edmílson, enfiado entre os zagueiros banguenses. Tão pouco a insegurança de Rafael Vaz, responsável por 90% dos chutões dados pela equipe. Claro que a excelente marcação do Bangu contribuiu para dificultar as coisas. Mas a falta de inspiração foi total na etapa inicial.

-Justamente quando o Bangu começava a se aventurar a frente, Adilson Batista mexeu na equipe e melhorou o seu rendimento. Colocou o jovem Thales, que com muita movimentação, abriu os até então escassos espaços na retaguarda do time da casa. A entrada de Montoya também fez a diferença. Atuando sempre em velocidade, o colombiano trocou de lado constantemente e ajudou a confundir a marcação. Não foi mera coincidência que os dois acabaram premiados, marcando os tentos do triunfo.

-A vitória foi importante, para aliviar um elenco revoltado, antes da partida contra a Cabofriense, grande surpresa da competição até o momento. Mesmo assim, Adilson deve estar com uma pulga atrás da orelha, depois da boa atuação dos reservas.

                                                      Macaé 0x1 Fluminense

-Mais uma vez, o tricolor flertou com o perigo. Começou de maneira preguiçosa e quando era dominado pelo Macaé, prevaleceu a maior categoria de seus astros, Conca, que cobrou a falta e Fred, que marcou e acabou com um longo jejum de gols. Apesar da felicidade por voltar a balançar as redes, eu assinalaria falta do atacante no zagueiro.

-Depois disso, o jogo ficou chato. O Macaé tentava atacar, mas esbarrava na sua insuficiência técnica. A melhor chance veio numa falta cobrada por Hernani e que Diego Cavalieri espalmou para córner.

-Enquanto isso, o flu pouco ameaçava. As poucas oportunidades apareciam quando Conca, Jean e Fred se aproximavam. Assim aconteceu em uma finalização de Fred que explodiu no travessão. Felipão deve ter aplaudido de pé.

-Quando a noite não é boa, nem mesmo o xodó consegue mudar o panorama das coisas. Desta vez, Walter pouco tocou na bola. Mesmo assim, foi ovacionado pela torcida.

-Resumo da ópera em Macaé. O Fluminense jogou com o freio de mão puxado, atuando apenas para o gasto. Pode e deve ser o caso de Renato Gaúcho poupar alguns dos titulares após o clássico do fim de semana, contra o Botafogo.

                                                        Flamengo x Madureira

-No último jogo do dia, mais do mesmo. O tricolor suburbano jogou fechadinho, no 3-6-1 e tentou especular em contra ataques que inexistiram. Pior, se a proposta era jogar retrancado, a equipe deu espaços demais nas laterais, especialmente bem aproveitados por Gabriel e João Paulo, na esquerda.

-Usando e abusando da velocidade (embora na maioria das vezes sem resultados concretos) de Rodolfo, Gabriel e Negueba, o Flamengo foi superior nos primeiros 45 minutos. Tanto que o 2 a 0 não foi nada exagerado para o domínio rubro-negro.

-Aliás, temos que louvar o lançamento preciso, de pelo menos 30 metros que Muralha (um dos destaques da partida) fez no lance do segundo gol, anotado pelo outrora perseguido Negueba. Gérson, o canhotinha de ouro assinaria o lance.

-Na etapa final, o Madureira abriu mão de um zagueiro, e postou-se no 4-5-1, diminuindo assim os espaços em sua defesa. Como resultado disso, o Flamengo passou a ter mais dificuldades nos lançamentos longos e começou a errar também os passes curtos.

-De qualquer forma, os reservas do time da Gávea cumpriram seus objetivos. Conquistaram os três pontos e deram um descanso aos titulares. Só não conseguiram os dois gols a mais para que a equipe assumisse a liderança do campeonato já nesta noite. Por enquanto, mesmo que no saldo de gols, a Taça Guanabara está indo para as Laranjeiras.

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Terceira rodada da Taça Rio- Vasco e Fla sofrem, Flu, numa boa

A rodada dessa quarta, a terceira da Taça Rio, proporcionou sentimentos distintos para os torcedores de Vasco, Fluminense e Flamengo. Vamos a uma breve análise de cada uma dessas equipes.

                                                                Vasco 0x0 Olaria

O problema do time da colina não é e nunca foi treinador (apesar de concordar que Gaúcho não era o melhor nome). A verdade é que o elenco do Vasco é limitado.

Paulo Autori estreou com pouco tempo de trabalho e já pressionado pelas três derrotas consecutivas. Talvez por isso, e pelas dimensão acanhada do campo de Moça Bonita, ele tenha optado pela escalação de Felipe Bastos, dono de um potente tiro de longa distância.

Porém, ao barrar Pedro Ken, Autuori sacou o mais regular jogador do seu time. Como consequência, o primeiro tempo do Vasco foi horroroso. Na etapa final, o treinador corrigiu seu erro e, num passe de mágica, sua equipe subiu de produção.

Mesmo sem agradar seus torcedores, o time cresceu, pressionou e teve chances de vencer. Acontece que, quando a fase é negra, nada dá certo. Éder Luís desperdiçou uma oportunidade incrível. Carlos Alberto, Tenório, Sandro Silva, ninguém esteve bem.

Praticamente eliminado do carioca, resta ao Vasco tentar arrumar a casa para a disputa do brasileiro. Todavia, nem isso será uma tarefa fácil. Não existe dinheiro para contratações, Dedé deve ser negociado em breve e nem mesmo as categorias de base o time pode recorrer. O sofrimento em São Januário parece que irá continuar por algum tempo.

                                                              Fluminense 3x1 Macaé

A vitóri tricolor foi importante, não só pra colocar o time na liderança provisória do grupo (o Resende joga amanhã). A partida valeu também para mostrar que exsite alternativa para os medalhões.

A má fase de Deco, Edinho, Sóbis, Valencia e outros jogadores importantes na recentes conquistas estavam começando a afetar o time, que não só não atuava bem, como não vencia. As entradas de Marcos Júnior, Rhaynner e, especialmente, Michael, mostraram que não só existe uma alternativa, uma sombra aos titulares, como também para provar que o trabalho de base de Xerém vem sendo muito bem realizado.

Falando do jogo, obviamente que Michael, autor dos três gols, tinha tudo para ser o assunto principal desse post. Afinal, o garoto mostrou oportunismo, faro de gol e boa técnica. Contudo, Rhaynner e seu jejum de gols que já dura mais de dois anos será destacado. O atleta é adorado pela torcida, por sua entega e perseverança, mas,novamente se candidatou a cobrar um pênalti e irritou Abel Braga.

O fato é que sua atitude e a cobrança desperdiçada devem estar fazendo Abel se perguntar se o time (que quer ajudar Rhaynner a voltar a balançar as redes) deverá ceder a pressão das arquibancadas e deixar quem treinou bater as penalidades.

De qualquer forma, a atuação dos jovens serviu de alerta aos consagrados medalhões, que parecem mais preocupados em atuar fora de campo do que dentro das quatro linhas. Cuidado, não se acomodem porque tem um jovem com olho de tigre atrás da sua vaga.

                                                       Flamengo2x1 Bangu

Não gostei do início de Jorginho no comando do Flamengo (apesar de ter aprovado sua contratação). Na estreia, treinou no 4-2-3-1 e escalou no 4-4-2. Hoje, apesar de ter voltado a seu esquema favorito, escolheu as peças erradas.

Primeiro, Renato Santos não pode ser reserva da zaga. Alex Silva está fora de forma e é lento por natureza (até por seu tamanho) e Wallace é limitado. Luiz Antônio também não é, nem nunca será lateral. Apesar de bom nas incursões pelo lado direito, ele não sabe marcar, fica perdido nas cobertuas e o cruzamento é deficiente. Diante desse quadro, ele poderia ser utilizado como ala, num esquema com três zagueiros.

Segundo, Elias, apesar de ter sido escalado como segundo volante, onde não rende tanto, foi o melhor jogador na primeira etapa. Quando foi deslocado para a lateral direita, mostrou conhecimento tático de posicionamento, mas sua atuação caiu demais. Depois, Carlos Eduardo segue sem ritmo e sem vontade de jogar. Rafinha parece ter imunidade e, mesmo longe de seus melhores dias, nunca é substituído. Gabriel mostrou personalidade, tentou as jogadas individuais, mas mostrou dois defeitos: precisa melhorar a finalização e o preparo físico, pois morreu na etapa final.

Na frente, Hernane é titular por falta de opção. Apesar de artilheiro do campeonato, ele atrapalha a maioria das jogadas, já que não consegue fazer o pivô e erra passes demais. Além disso, a falta de velocidade também prejudica o sistema de jogo veloz que a equipe tenta imprimir.

Não vou nem comentar as escalações de Amaral e a entrada de Renato Abreu. Agora, temos que adimitir que Jorginho acertou ao colocar em campo Nixon e Rodolofo (outro que, nesse time não pode ser reserva). Foi devido graças a esses dois jogadores e raça, tipicamente rubro-negra,que a equipe chegou a virada. Muito pouco para pensar em um resto de ano tranquilo....

OBS: A escalação que eu sugiro, no 4-2-3-1, sem um centroavante de ofício e aproveitando-se da juventude e velocidade seria: Felipe, Leo Moura, Gonzales, Renato Santos e João Paulo, Cáceres, Elias, Rafinha, Rodolfo e Gabriel, Nixon.






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domingo, 30 de setembro de 2012

Fla x Flu, ou evolução x competência e sorte?



A vitória do líder do campeonato era previsível e esperada. A diferença de qualidade técnica entre os times é abissal. Entretanto, como dizia o ´"filósofo" Vicente Mateus, "clássico é clássico e vice-versa". E foi exatamente isso o que se viu, hoje, no Engenhão. O tricolor começou a partida fazendo-se valer dessa dissiparidade. E assim, Deco e Fred, dois de seus principais jogadores, aproveitaram-se de uma falha da defesa do Flamengo e o atacante inaugurou o marcador.

Depois, como já passou a ser costume no certame, o flu recuou, tentando explorar a velocidade de Wellington Nem. A tática não funcionou. O rubro-negro cresceu e mesmo que muito mais na base da vontade do que da organização, passou a ser o dono do jogo. Mesmo com problemas táticos graves, como um meio de campo muito lento, que demorava demais a se juntar e dar suporte aos atacantes e com um Leonardo moura perdido, atuando pela esquerda, no losango do setor.

A etapa final, foi praticamente, um treino de defesa contra ataque. Enquanto o time de Abel Braga se fechava na defesa e só levou perigo em duas cobranças de falta, que explodiram na trave de Felipe, o fla crescia. E criava oportunidades. Cléber Santana desperdiçou uma. Love outra. Bottinelli perdeu um pênalti. Nixon cabeceou e consagrou mais uma vez Diego Cavalieri. Um tento duvidoso (mas que na minha visão, Love estava realmente um pouco a frente da linha da bola) foi anulado. E até nesse momento de maior domínio do Flamengo, ficou clara a diferença de qualidade entre uma equipe e outra. O flu, precisou de uma chance para marcar. O mengo criou e as desperdiçou. E isso é fatal contra o mehor time do brasileirão.

No fringir dos ovos, as duas torcidas tem que acabar o dia satisfeitas. O tricolor porque dá sinal claros de que é uma equipe madura, que sabe o que quer e, especialmente, está atravessando uma fase iluminada. O rubro-negro tem que ver que a evolução de seu time é clara. Venceu o vice-líder na quarta-feira e poderia ter conseguido um resultado melhor diante do eventual campeão da temporada. A promessa é de um final de ano tranquilo para os rivais.


Acima, um flagrante do esquema tático inicial do Flamengo. Fica evidente a distância entre o meio de campo e o ataque, especialmente quando os jogadores do meio não são velozes. Outro fator que chama a atenção é o posicionamento de Leonardo Moura, escalado pelo lado esquerdo, no losango do setor.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O paradoxo tricolor



Cinco vitórias em seis partidas disputadas. 15 pontos ganhos de um total de 18. Primeiro lugar do grupo e geral da fase inicial da Libertadores. Uma das melhores defesas da competição. Aparentemente, o torcedor do Fluminense não tem do que reclamar do time. Entretanto, a realidade é bem diferente.

Mesmo contando com um dos melhores elencos do Brasil, o tricolor ainda não empolgou na maior comeptição de clubes das Américas. O futebol apresentado até agora foi pobre, de pouca criatividade e uma dose muito grande de sorte (a exceção foi o triunfo conquistado diante do Boca, em La Bomboneira, quando o flu realmente jogou muito bem).

As vitórias magras diante do pífio Zamora e do time reserva do Arsenal levam o torcedor a um questionamento mais profundo. Ok, os resultados apareceram. Contudo, a qualidade deixou muito a desejar. Para chegar mais longe na Libertadores, o Fluminense irá precisar melhorar, e muito. Talvez não nas oitavas de final, onde terá como provável adversário o Emelec. A partir das quartas entretanto, o funil fica mais estreito e não bastará só ter sorte.

O potencial está lá. Quem pode duvidar da capacidade técnica de jogadores como Fred, Deco, Rafael Sóbis e Wellington Nem? Elenco para ser campeão o flu possui. Infelizmente, o futebol jogado até agora sugeste que isso não será uma tarefa das mais fáceis. A não ser que a sorte continue acompanhando o time. Mesmo assim, todos sabemos que somente a sorte não é suficiente para se ganhar a Libertadores.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fla e Flu no sufoco!

                                                     Sétima Rodada da Taça Guanabara- Parte 1
                                                     Resende 1x3 Flamengo
Se Joel Santana continuar a escalar três ou quatro volantes por jogo, a torcida do Flamengo pode se preparar para sofrer. Hoje, precisando da vitória para garantir a clasificação, sem depender do resultado do Botafogo, foram 45 minutos jogados fora, ou melhor, não jogados pelo time!  Vale ressaltar, inclusive, que a melhor oportunidade de gol da etapa inicial foi do Resende, quando Marcel mandou a bola no travessão de Felipe.

Lento e sem inspiração, o Flamengo não conseguia se acertar. Willians, Aírton e Luis Antônio erravam muitos passes. Ronaldinho se escondia na ponta esquerda enquanto Deivid e Love praticamente não participavam da partida.

Quando Joel resolveu abrir mais o time ao colocar Bottinelli, a equipe melhorou. Contudo, a defesa voltou a falhar pelo alto e o Resende abriu o marcador. Se vendo acuado, o Fla respondeu a altura. Ronaldinho passou a participar mais do jogo (também porque pegava a bola e tinha mais opções de passe). E foi do craque o gol de empate, de cabeça.

Nem bem o Resende tinha assimilado o gol de empate, Leo Moura, o melhor joagdor do time disparado nesse início de temporada, recebeu passe de Bottinelli e cruzou rasteiro. Vágner Love mostrou seu faro de gol ao se antecipar ao goleiro e marcar o seu primeiro gol nessa volta ao clube.

Ainda haveria tempo do novo de Negueba, o novo xodó de Joel, entrar em velocidade, em posição irregular (na minha opinião), e fechar o placar. Flamengo na semifinal para enfrentar o Vasco 100% no campeonato. Desde já faço uma aposta com os leitores. Com quantos volantes o folclórico e superestimado treinador rubro-negro entrará na quarta feira de cinzas? É esperar para ver.

                                                                     Fluminense 3x0 Bangu
Quem assistiu os primeiros 20 minutos do jogo não imaginava que o tricolor precisava da vitória para tentar a classificação. o Flu foi um time que errou muitos passes, não se movimentava e não ameaçava a meta do fraquissímo time do Bangu.

Desta forma, só mesmo um pênalti bobo, cometido em Wellington Nem, poderia salvar o time de Abel Braga. Fred cobrou com categoria e abriu o marcador. A partir daí, tudo ficou mais fácil. O Bangu se perdeu em campo e a superioridade técnica do Fluminense era tão grande que o time chegou naturalmente ao 3x0, sem nem ao menos forçar o ritmo. Os outros gols foram marcados por Araújo e Wellington Nem, este ao meu ver, o melhor jogador na partida de hoje.

Agora, o flu enfrenta na quinta feira o Boafogo, pela semifinal da Taça Guanabara. Se quiser vencer no entanto, terá que deixar de lado a preguiça com a qual jogou hoje.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Goleada do Bota, Vágner Love e Vasco 100%

                                                  
                                                   Sexta Rodada da Taça Guanabara

                                                   Botafogo 4x1 Bonsucesso
Quem olha o placar final do jogo, pode ter a impressão que foi uma vitória fácil do alvinegro. Entretanto, até a entrada de Herrera, aos 25 minutos do segundo tempo, a peleja foi mais equilibrada do que se poderia imaginar.
Evidentemente, a maior qualidade técnica do Botafogo se fez presente e, apesar das más atuações de Felipe Menezes e do seu miolo de zaga, conseguiu abrir uma vantagem de 2x1, com gols de Maicossuel e Loco Abreu (que também desperdiçou uma penalidade máxima), com Adriano Magrão descontando.
Somente após a entrada do atacante argentino é que as jogadas começaram a fluir. Saindo de um 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, o time ficou melhor destribuido em campo. Herrera acabou premiado ao marcar os dois últimos tentos do triunfo.
Os três pontos foram importantes para mostrar que o Fogão está em plena evolução. E serviu, principalmente, para que o time se classifique para as semifinais da Taça Guanabara com um simples empate diante do Macaé, na derradeira rodada da competição.

                                                          Flamengo 2x0 Nova Iguaçú
Podendo pela primeira vez contar com um atacante de qualidade, Joel Santana saiu da sombra de Luxa ao armar o Flamengo em um 4-3-1-2 em losango. Willians era o responsável pela cabeça de área. Luiz Antônio saia pelo lado direito e Renato Abreu pelo esquerdo. Na armação, Ronaldinho criava as jogadas para Deivid e Love.
As alterações deixaram a equipe mais bem distribuida no gramado. Ronaldinho participou mais dos lances e não apenas se escondeu na ponta esquerda. Deivid passou a jogar como sabe e gosta, ou seja, como atacante de movimentação, deixando o estreante do dia mais fixo a frente. O time ganhou principalmente em profundidade, um dos grandes pecados da Era Luxemburgo.
O primeiro gol saiu com a participação dos homens de frente. Ronaldinho deu ótimo passe a Love, que bateu para defesa do goleiro. No rebote, Deivid marcou. Mesmo sem conseguir marcar mais gols na primeira etapa, a melhora do time foi grande.
Talvez já pensando na estréia da Libertadores, o rubro-negro diminuiu sensivelmete o ritmo nos 45 minutos finais. Love praticamente não apareceu, sentindo a falta de ritmo. E para não fugir da rotina, a defesa andou batendo cabeça e proporcionando alguns sustos aos torcedores. Quando parecia que o Nova Iguaçú estava "gostando do jogo", Renato Abreu decidiu a parada, com uma bomba de falta.
Se por um lado Joel já pode ficar animado com a melhora de sua equipe, por outro, deve estar preocupado para o jogo de quarta feira. Sem poder conta om Vágner Love, o treinador deve optar pela escalação de Botinelli, adiantando Ronaldinho para o ataque. E, essa escalação já mostrou que não é confiável, já que o time fica sem poder de fogo.

                                                            Vasco 2x1 Fluminense
Depois de um começo de partida alucinante, com oportunidades perdidas de lado a lado, foi o tricolor que, comandado por Deco, mandou no primeiro tempo. A vantagem de 1x0 apenas foi injusta tamanho o domínio exercido pela equipe de Abel Braga. Fred e Thiago Neves, o autor do gol, também jogavam demais. O flu não só jogava bem com a bola nos pés, mas marcava muito, especialmente as descidas de Fágner. O Vasco praticamente não jogou.
O panorama da partida se alterou completamente na etapa final. Com William Barbio aberto pela direita, dando uma mão a Fágner, o time da Cruz de Malta equilibrou a partida e chegou merecidamente ao empate através de Alecsandro, em assistência do lateral direito.
A partir daí, um outro personagem entrou em cena. O árbitro deixou de assinalar penalti claro em cima de Carlinhos e passou a inverter faltas. irritados, os jogadores do Fluminense foram recebendo seus cartões amarelos. Quando Alecsandro marcou o seu segundo gol, os tricolores se enervaram de vez e Edinho e Fred acabaram expulsos.
Enquanto o time de Cristovão Borges segue com 100% de aproveitamento e praticamente garantido nas semifinais da Taça Guanabara, o flu precisará vencer seus dois últimos compromissos e ainda depender do resultado de Vasco e Boavista.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Rodada de sábado- 03-09-2011






Neste sábado, foi dado o pontapé inicial para a vigésima primeira rodada do Brasileirão 2011, com três partidas. Falaremos um pouco sobre elas a seguir.

Fluminense 3x2 Atlético-go. Posso resumir o que foi o jogo em apenas três palavras. Uma virada épica. Mais uma vez extremamente desorganizado, com atuações pífias de Sousa e Marquinhos e contado apenas com os lampejos do jovem Lanzinni, o Tricolor foi dominado pelo bom time goiano.

Mesmo quando Rafael Moura isolou o penalti que poderia ter empatado a peleja, o Dragão seguia apresentando-se melhor. Com isso, não foi supresa quando chegou aos 2x0, explorando especialmente as jogadas pelo lado de campo e o recuo excessivo de Edinho (que atuava como um zagueiro e deixava a entrada da área desprotegida) e com as investidas em velocidade de Vítor Júnior.

Quando a torcida já chamava Abel Braga de burro, o milagre aconteceu. Com dois gols de Rafael Sóbis (sendo um golaço de fora da área) e um em impedimento de Rafael Moura, o Flu chegou a segunda vitória seguida, muito mais na base da vontade e do abafa do que da organização. Contudo, depois de uma virada como essa (e de uma bela vitória sobre o São Paulo, no Morumbi), os ânimos e a confiança passam a estar em alta nas Laranjeiras. E, em um campeonato tão equilibrado como esse, a confiança, muitas vezes, é o fator que pode desequilibrar a seu favor;

Figueirense 1x2 São Paulo. Um primeiro tempo de domínio completo do Alvinegro. Foram pelo menos 4 grandes chances desperdiçadas diante de um rival dilacerado por ausências (11 no total). Mesmo assim, como um grande campeão, foi o Tricolor quem abriu o placar, com Cícero (que parece adorar marcar gols em Floripa).

Logo no começo da segunda etapa, o zagueiro João Paulo empatou a partida. A pressão do time da casa aumentava e parecia que o São Paulo não iria resisitir por muito tempo. Foi aí que brilhou a estrela e o talento de Rivaldo. Lançado por Casemiro, o Pentacampeão teve calma para fingir que ia chutar, derrubando o goleiro Wilson e dar um totozinho por cima do camisa 1.

A vitória foi merecida para o Tricolor? Na minha opinião nem um pouco. Mas como já diz o velho ditado, no futebol, quem não faz, leva. Ainda mais se você contar com um talento do calibre de Rivaldo a seu favor.

Atlético-mg 2x0 Avaí. Cuca e o Galo mineiro conseguiram a segunda vitória seguida, contra adversários diretos na luta contra o rebaixamento (o curioso é que, no primeiro turno, o Galo também venceu esses dois times). E mais importante de tudo. Desta vez o time convenceu.

O primeiro tempo deu a impressão de ter apenas um time em campo, tamanho o domínio exercido pelo Atlético. O gol já demorava demais pra sair quando Neto Berola fez grande jogada pela direita e Diego Orlando se atrapalhou todo para marcar contra.

Nos 45 minutos finais, o time de Cuca foi mais econômico nas investidas ao ataque. Mesmo assim, praticamente não foi ameaçado. Há uma luz no fim do túnel Atleticano. Quanto ao Avaí, parece que sua torcida irá sofrer até o fim, na luta para não ser rebaixado.

Amanhã, eu volto falando dos seis jogos que completam a rodada (lembrando que a CBF adiou Santos x Botafogo). Até lá.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em busca do equilíbrio

Muricy não está acostumado a ver seus times levar tantos gols. Pior, os adversários vem criando chances claras com certa frequencia, o que vem expondo as falhas do sistema defensivo Tricolor.

No sábado, quando irá enfrentar o Boavista pela semifinal da Taça Guanabara, o treinador sabe que não poderá dar moleza contra o bem armado time de Bacaxá. Essa foi uma das razões que levou Muricy a trocar um nome no time titular, mas que muda totalmente o esquema de jogo.

Até agora, o time do Fluminense jogava conforme mostra o quadro abaixo, com Edinho sendo praticamente um terceiro zagueiro, Valencia na cabeça de área, cobrindo principalmente os avanços de Mariano, já que pelo outro lado, Carlinhos desce menos ao ataque.

O problema todo acontece com os dois armadores do time. Sousa tem por carcterística jogar mais aberto pela direita. Acontece que o grande astro do Trioclor, o Argentino Conca também costuma cair por aquele lado. Some-se a isso as descidas de Mariano e temosum time "torto" com muito mais chegada pelo lado direito do que pelo esquerdo.

Nas poucas vezes que Carlinhos tem ido ao ataque, Tem ficado sem cobertura, uma vez que Valencia preferncialmente cobre o lado direito. Isso obriga a saída de um dos zagueiros (Edinho ou Gum) para o combate direto contra adversários mais velozes.

Outra questão que Muricy precisa resolver mas que vem sendo atenuada pela boa fase de ambos é a presença de dois jogadores mais de área como Rafael Moura e Fred. O segundo, até por possuir mais técnica deve sair mais e buscar o jogo, deixando o papel de referencia para o He-Man.
O que Muricy tem em mente para o confronto semifinal com a barração de Sousa e a entrada do menos técnico, porém mais tático Marquinho é encontrar o balanço não só defensivo como ofensivo.

Com a entrada de Marquinho, primeiro resolve-se o problema do time "torto". Conca pode jogar pela faixa de campo que mais lhe agrada e onde rende mais. Carlinhos já não fica tão abandonado e tanto tem compania para fazer ultrapassagens na parte ofensiva, como ganha um jogador de extrema inteligencia tática e que sabe a hora de deixar o lateal subir e ficar na cobertura, deixando os zagueiros atuarem em suas verdadeiras posições sem serem expostos ao combate direto.


Muricy sabe que esse é o momento certo para encontrar o equilíbrio ideal para o time. Afinal, enfrenta um adevrsário de menor expressão (apesar de bem armado) e que lhe permite essas experiencias. Porém, sabe-se que o treinador já está de olho na Libertadores, onde precisará de bons resultados tanto dentro quanto fora de casa, após o tropeço contra o Argentinos Juniors na estréia.

Se reencontrar esse balanço entre ataque e defesa, o atual Campeão Brasileiro passa mais uma vez a ser um dos favoritos a tudo que disputar nessa temporada. A sorte está lançada!

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domingo, 26 de setembro de 2010

Vitória 1x2 Fluminense- A volta a liderança

-As vésperas de voltar a contar com os lesionados Fred, Diguinho e Emerson, o Flu parece que reencontrou o caminho das vitórias. Mais importante, com o tropeço do Corinthians, o Tricolor recuperou a liderança da competição.
-Conca mais uma vez foi o grande destaque do Flu. Ele brilhou ao lado de Rodriguinho. No primeiro gol, o atacante cavou um penalti que o Argentino converteu. No segundo, foi a vez do Hermano dar um passe brilhante para o ex-Santo André marcar.
-Se o time voltou a liderança o goleiro Rafael segue sendo motivo de preocupação para os torcedores. Mais uma falha clamorosa hoje, no lance do gol de Henrique. É temerário ter um goleiro inseguro e sem confiança em uma equipe que briga pelo título.
-A equipe Baiana foi derrotada apenas pela segunda vez em seus domínios. Méritos do melhor visitante do campeonato. Mas que a bela bicicleta do talentoso Elkesson merecia entrar isso merecia.
-Enquanto o Vitória mostra que não deve ter problemas para permanecer na Série A, o Fluminense dá sinais de recuperação. Muricy sabe que completo, o seu time é o mais forte candidato. Cuidado concorrentes, o Flu voltou...

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domingo, 5 de setembro de 2010

Guarani 2x1 Fluminense- De novo, de virada

-O Bugre parece estar se especializando em virar partidas, especialmente em casa. Isso deve-se em grande parte ao bom trabalho feito por Wágner Mancini.
-A queda de rendimento da equipe do Fluminense nas últimas partidas é notória. Ok que hoje a equipe estava bem desfalcada(e a situação agravou-se ainda mais depois que Emerson teve que ser substítuido ainda no primeiro tempo, por contusão), mas nada justifica o recuo excessivo da equipe depois de sair na frente do marcador(este já havia sido o principal motivo de ter levado o empate contra o Palmeiras).
-As diferenças entre os times fica bem claro nos estilos de jogo de cada um. Enquanto o Guarani é um time apesar de inferior técnicamente, é leve, rápido e joga pra frente, o Flu tem bem a cara do seu treinador. Um time burocrático, quadrado, que recua em demasia após ter a vantagem no marcador. É o chamado "Muricybol"...
-Como joga bola e se joga o tal do Mazola. É um bom jogador que o São Paulo(o dono de seus direitos federativos) deve prestar mais atenção para o ano que vem.
-A oportunidade desperdiçada por Conca(que vinha sendo o grande jogador do time e do campeonato) no final da partida ilustra bem a fase ruim pela qual passa o time Carioca. Quem agradece é o Corinthians...

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domingo, 22 de agosto de 2010

Um empate justo-Vasco 2x2 Fluminense

-Se não foi um jogaço pelo lado técnico, ninguém pode reclamar de falta de emoção no clássico carioca que reunia os dois melhores times do campeonato no pós-copa.
-Com Conca muito livre para armar o jogo e Mariano passando como queria pelo improvisado ala esquerdo Felipe, não foi surpresa ver o Flu abrir o marcador logo no começo da partida, através de Gum.
-Inexplicavelmente porém, o Tricolor recuou demais e passou a dar campo ao Vasco. Carlos Alberto incomodava nas jogadas individuais e só era parado com faltas. Depois de ter amarelado Leandro Euzébio e Gum, ele ficou livre para descobrir Éder Luís sozinho para empatar a partida.
-Pc Gusmão percebendo que Mariano deitava e rolava em cima de Felipe, ajeitou seu sistema defensivo ao colocar Nílton marcando por lá na defesa e abrir o veloz Éder Luís no ataque. Assim conseguiu prender mais o excelente ala Tricolor.
-Apesar de ter sido superior durante quase todo o primeiro tempo, perecbia-se claramente que Felipe e Zé Roberto destoavam do restante da equipe(isso ia se confirmar depois)
-A superioridade Cruzmaltina continuou na segunda etapa. Mais uma vez Carlos Alberto deu lindo passe para Fágner se aproveitar de mais uma falha do miolo de zaga do Flu e fazer 2x1.
-Quem via o jogo nesse momento via que só um erro do Vasco poderia tirar a tranquilidade do time. E não aconteceu apenas um erro, e sim dois. Primeiro foi Felipe que poderia ter dado um chutão para afastar a bola e tentou driblar dentro da área, perdendo a bola para Émerson. Na continuação da jogada, a pelota sobrou para Zé Roberto que bobeou e deixou Júlio César lhe tomar a bola e empatar a partida.
-Logo em seguida aconteceu o momento tão aguardado pelos torcedores do Fluminense. Deco entrou em campo. Para que ele pudesse jogar, Muricy recuou um pouco Conca. Uma pena que o "Luso-Brasileiro" estivesse tão fora de ritmo a ponto de perder um gol que Val Baiano não perderia.
-Nos últimos 15 minutos, foi o Flu quem mandou no jogo, com muito mais volume de jogo, mas quem desperdiçou a derradeira oportunidade foi o Vasco, com Carlos Alberto, após grande jogada individual.
-Como se ve, a partida foi extremamente equilibrada e o resultado acabou sendo o mais justo. Contudo, os dois times tem aspectos a lamentar. O Tricolor viu sua diferença para o Corinthians diminuir para apenas dois pontos e o Vasco perdeu a chance de se aproximar de vez ao G-4.

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sábado, 31 de julho de 2010

A força do elenco- Fluminense 3x1 Atlético-pr

 Não foi uma atuação de encher os olhos do torcedor (como aliás dificilmente os time dirigidos por Muricy Ramalho consegue encantar), mas deixou mais do que provado a força do elenco Tricolor. Com esquemas espelhados (ambos atuaram no 3-5-2) estava claro que o que iria decidir a partida seria a qualidade dos jogadores.
  O começo da partida foi melhor para o time Paranaense. Conseguindo explorar a velocidade de Guérron nas costas de Julio César e de Paulinho nas de Mariano, era o Atlético quem ameaçava abrir o marcador. Os 3 zagueiros Tricolores estavam marcando muit atrás e os volantes Diogo e Belleti se posicionavam de maneira equivocada e não conseguiam fazer a cobertura dos alas.
 Contudo, foi aí que apareceu a força do elenco e a qualidade técnica superior do time de Muricy. Conca foi esperto para aproveitar a falha bisonha de Bruno Costa e cruzou a bola na medida para Washington, o Coração Valente, marcar em sua reestréia pelo clube. Mesmo assim, até o final do primeiro tempo, o Rubro-Negro Paranaense foi levemente superior.
 Carpeggiani sacou Bruno Costa e colocou Maikon Leite, abrindo mão do 3-5-2 e passando a atuar no 4-4-2, com o recuo de Guérron para o meio. Muricy também tirou Belleti, que estava perdido em campo e já havia levado cartão amarelo e pos no jogo o jovem Fernando Bob.
 Com mais espaços, o jogo tornou-se fácil para o tricolor. Washington deixou Émerson na cara do gol. O Sheik só teve o trabalho de tirar do goleiro. O Fluminense seguia melhor, apoiado por mais de 40.000 pessoas presentes no Maracanã. E Washington aproveitou-se de mais uma grande jogada de Conca e marcou seu segundo gol na partida, o terceiro do Flu.
 Com a vitória e a liderança (pelo menos até a partida do Corinthians, amanhã) o time Carioca relaxou e permitiu uma leve pressão Paranaense. Neste momento, destacou-se o goleiro Fernando Henrqiue, que realizou ótimas intervenções. A persistencia do Atlético acabou sendo premiada, já no final da partida, com o gol de honra marcado pelo atacante Bruno Mineiro.
 Em um campeonato tão equilibrado e difícil quanto é o Brasileirão, ter elenco, peças de reposição torna-se o caminho mais fácil para se conquistar um bom resultado. E hoje, mais uma vez, o Fluminense mostrou que possui tudo isso. A força do elenco Tricolor é o que torna o time, na minha opinião, o favorito a conquistar o título deste ano.

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