terça-feira, 9 de outubro de 2012

Kaká pode salvar a pele de Mano


Estes dois próximos amistosos do Brasil, contra Iraque e Japão, podem começar a indicar um caminho de salvação para um desgastado Mano Menezes. Não, não serão apenas as vitórias, esperadas diante de adversários de menor expressão. O que o treindor pode começar a ganhar, é a volta de um tarimbado e experiente jogador, capaz de guiar e ser o exemplo que os mais jovens precisam.

Sim, amigos. Falo de Kaká. O meia do Real Madrid, que passou por todo tipo de contusão, especialmente no púbis, volta a defender a seleção canarinha nesses jogos. Vocês provavelmente estão se perguntando se estou louco, afinal o cara não tem uma sequência boa de jogos há muito tempo. Prontamente, respondo. Não acho que ele irá ser o craque do time. Entretanto, sua simples presença, poderá fazer bem ao grupo.

Não podemos nos esquecer que Neymar, Oscar, Lucas e Damião, nomes nos quais apostamos para a Copa de 2014, são extremamente jovens. E talvez, por essa razão, não estejam prontos para serem as referências da seleção, ainda mais na situação de pressão popular que o time se encontra. Pois bem, Kaká seria esse elo. Com sua bagagem, pode assumir a bronca e chamar para si a responsabilidade (o que Mano esperava que Ronaldinho fizesse). Se isso acontecer, os jovens terão menos responsabilidade e poderão atuar como coadjuvantes. Dessa forma, poderão render mais e melhorar consideravelmente o nível de atuação do Brasil. Por isso, amigos, vale a torcida. Que Kaká se reencontre, nesse seu retorno a seleção. Na verdade, o futuro da equipe de Mano Menezes está intimamente ligado a recuperação do meia.  Sem ele, tem dizer que nossa equipe estará fadada ao fracasso.

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sábado, 17 de setembro de 2011

Por um pouco de autenticidade


Estamos hoje a 999 dias do início da Copa do Mundo de 2014. E, apesar de todos os atrasos nas obras e suspeitas de corrupção, tenho a mais absoluta certeza que o evento será um grande sucesso. O mesmo já não posso afirmar em relação a Seleção Brasileira.

Além do fato discutido no post anterior, da falta de identificação do escrete nacional com o torcedor, temos outros problemas, ainda mais urgentes ao meu ver. Não, vocês não irão me ver aqui discutindo (o cada vez mais discutível) futebol de nossa equipe. O que me causa preocupação é outro fato.

Não acho que Mano Menezes é o cara certo para esse megadesafio (ou alguém têm a ilusão que tudo serão flores durante a Copa?). A pressão será toda para vencer. Em casa, qualquer outro resultado, será considerado um fracasso. E, apesar de não ter nada contra ele, o treinador não me parece que tenha o perfil adequado para sustentar uma barra dessas.

Mesmo com todo seu mídia training, com toda sua eloquência na hora de conceder entrevistas, o gaúcho acaba se contradizendo em suas ações. Fala uma coisa e, na hora do vamos ver, faz outra. Acaba indo contra o que prometeu. E isso não passa impune por um torcedor cada vez mais informado e antenado. Os fãs da amarelinha querem ver a seleção jogando pra frente, com Neymar, Ganso, Damião, Ronaldinho e outros jogadores, se isso for possível.

Acontece que no primeiro momento de dificuldade, Mano saca um de seus talentosos jogadores e escala um trabalhador, um carregador de piano, no melhor estilo de sua história como treinador. Não se engane torcedor. O técnico que aparece nas entrevistas e solta as suas frases de efeito é apenas uma miragem. O verdadeiro Mano é este, que recua o time, reforça o meio de campo e joga pelo resultado (ainda mais pressionado da maneira que ele está atualmente).

Por isso, defendo os nomes de Felipão ou de Muricy. Além de terem currículo para sustentar a pressão são autênticos e sabem criar um ambiente familiar, tão importante para uma competição de tiro curto. Chega de sermos enganados por falas bonitas  e ações contraditórias. Mudanças já no comando da seleção. Por um discurso menos antagônico e mais autenticidade até a Copa, em todos as esferas.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma relação desgastada


Assistindo ao amistoso desta quarta feira, entre Brasil x Argentina e acompanhando os comentários via twitter de várias pessoas, acabei verificando que a seleção canarinha não desperta mais tanto o interesse ou a paixão do torcedor.

Podemos apontar algumas razões que contribuem para este afastamento. Primeiro falta de identificação do time com os residentes em nosso país, uma vez que 80% dos nossos craques jogam no exterior e quase 100% dos jogos são realizados na Europa.

Além disso, existe um descontentamento cada vez maior contra a dinastia que se instaurou na CBF, sob o comando de Ricardo Teixeira. O povo, cada vez mais dono de uma consciência social apurada, não tolera mais os amistosos caça-niqueís, a falta de transparência na gestão financeira da entidade e as acusações de corrupção que por lá pairam.

Finalmente, podemos apontar que o torcedor quer tirar sarro do rival sempre. E, portanto, é claro que ele irá preferir que o Ronaldinho Gaúcho jogue pelo Flamengo ou que Neymar atue pelo Santos do que eles joguem pela seleção. O raciocínio aqui é lógico. Sem ter um argentino, italiano ou alemão por perto para brincar, porque torcer pela equipe nacional?

Existe um longo caminho para que o Brasil possa de novo se orgulhar de ser a pátria de chuteiras e trazer o torcedor para o seu lado antes de 2014. A reconciliação, como na maioria dos casos, passa por aparar as arestas. Para reconquistar o povo, é necessário ser mais uma vez gentil e galanteador. Porém, se a relação continuar desgastada, nossos rivais é que saírão beneficiados.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Temos tempo para melhorar.

Foi uma conquista mais do que merecida. O Brasil teve o melhor time, foi a equipe que jogou o futebol mais bonito de se ver, etc. Porém, não podemos deixar que a goleada de ontem frente ao Uruguai e nem mesmo o fato de termos sido novamente campeões, nos deixem enganar,

Quem acompanhou o Sulamericano ou Pré-Olimpíco sabe que o time de Ney Franco chegou a conquista muito mais na base dos talentos individuais de jogadores fora de série, como Neymar e Lucas (esse, o nome da goleada de ontem), do que propriamente como equipe.

E olha que tempo, tivemos de sobra (quase dois meses juntos) para montar uma Seleção entrosada, com jogadas ensaiadas e que pudessem fazer o individual brilhar ainda mais, em cima de um coletivo forte. Não foi isso o que aconteceu em Tacma ou em Arequipa.

É claro que muitos jogadores desse grupo não estarão no ano que vem em Londres tentando o inédito Ouro olimpíco para o Brasil. Inegavelmente, a presença de atletas mais rodados como Ganso, Pato e até a presença de 3 acima dos 23 anos será importante para que finalmente passemos a jogar de maneira coletiva, deixando o futebol dos craques aparecer naturalmente.

O perigo, e acho que esse foi o grande alerta que a competição no Peru nos deixou, é achar que o individual irá sempre prevalecer. Nem sempre Neymar ou Lucas ganharão os jogos sozinhos. Tempo ainda existe, basta sabermos reconhecer nossos erros enquanto ainda podemos.
Esquema antes da expulsão de Saimon, Fernando protege a cabeça da área, Casemiro tanto marca como se apresenta a frente. Lucas joga abareto pela direita, Oscar fica mais centralizado e Neymar joga aberto pela esquerda, em um posicionamento que lembra o de Ronaldinho Gaúcho no Barcelona, com liberdade para se movimentar por todo o ataque. William é o homem de referencia dentro da área.
Depois da expulsão do zagueiro Saimon, Ney Franco recuou Casemiro para ser o zagueiro, Fernando continuou como o cão de guarda da defesa. Oscar foi dar uma ajuda a Alex Sandro pela esquerda, em muitos momentos chegando até a inverter o poscionamento com o lateral do Santos. Lucas seguiu aberto pela direita e Neymar pela esquerda, infernizando a vida dos Uruguaios. William seguiu sendo a referencia.

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